Deolane Bezerra vai ser investigada pela Polícia Legislativa do Senado por suspeita de planejar um atentado Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República em outubro pelo PL. A influencer está presa há oito dias em acusações que envolvem desde a lavagem de dinheiro à ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) - a famosa se diz inocente e em carta aberta negou tais ilícitos.
Em entrevista ao canal de Youtube e de TikTok "Frank Clips", o funkeiro MC Misa fez as graves acusações contra Deolane. "Inclusive, o atentado agora que o filho do Bolsonaro vai sofrer, que foi articulado com Marcelinho e com a Deolane, Deolane articulou um atentado agora para o filho do Bolsonaro. Então são situações que a gente, o mundo do funk, sabe tudo. A gente sabe o que tá acontecendo", disparou o funkeiro, relata a "Veja".
O Purepeople procurou o escritório de advocacia que defende Deolane e aguarda retorno.
Em outro momento, MC Misa indicou que o atentado contra Flávio visa uma hipotética vitória nas eleições, que culminaria em "afeto danado tanto para a esquerda quanto para pessoas que ela (Deolane) carrega junto com ela". E que políticos teriam participação no crime. "O que eu falo é que as pessoas que estão envolvidas nesse atentado não são nem criminosos. É político (sic). Pessoas que têm ligação com a Deolane, e ela mapeia essa situação e ela faz acontecer", acusou.
"Porque sabem que se o Flávio Bolsonaro ganhar, vai afetar muito nos trâmites dela. Então daria pra acontecer, porém eu já tô falando agora, um atentado contra o Flávio Bolsonaro", insistiu ao acusar Deolane, que permaneceu em silêncio ao passar por audiência essa semana em cadeia do interior de São Paulo. Por sua vez, Marcola, líder do PCC, negou conhecer a influencer e advogada, presa pela terceira vez desde setembro de 2024.
A viúva de MC Kevin (1998-2021), cuja morte pode ser investigada novamente, é proprietária de mansões, carros de luxo e de uma coleção milionária de acessórios de grife.
Agora, trecho dessa entrevista foi anexado ao boletim de ocorrência na Coordenação de Polícia de Investigação e Judiciária do Senado e protocolado por Bruno Ribeiro Fonseca. Nesse B.O. pede-se que se verifique de maneira preliminar a "procedência de informações". Um inquérito pode ser instaurado caso sejam verificados indícios suficientes.
A live aconteceu no último dia 27, véspera da data em que o governo norte-americano decidiu classificar tanto o PCC quanto o CV (Comando Vermelho) de facções terroristas, medida que gerou reações opostas da direita e da esquerda.
Além disso, passou-se a se levantar a hipótese de que seja uma estratégia de Donald Trump para ter mais chances de intervenções no Brasil.