Depressão infantil existe e pode ser vencida: psicóloga ensina como lidar com problemas emocionais das crianças
Publicado em 12 de setembro de 2022 às 15:50
Sim, depressão infantil existe e é um assunto sério que precisa ser falado. Nanda Perim, psicóloga e especialista em Inteligência Parental e criadora do método PsiMama, alerta para saúde mental dos pequenos. Veja!
A depressão infantil é como a depressão em adultos A criança se torna mais quieta, mais desinteressada e mais volúvel A depressão infantil existe e tem tratamento A depressão infantil é um transtorno psicológico caracterizada por tristeza persistente Alguns sinais e sintomas que podem indicar depressão durante a infância incluem falta de vontade para brincar

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o "Mal do Século", o número de casos de depressão em crianças entre 6 e 12 anos aumentou de 4,5 para 8% na última década. Ainda de acordo com dados da OMS, a depressão infantil é uma realidade e sintomas como apatia, isolamento, tristeza, alterações do sono e do apetite, entre outros, devem servir de alerta – mesmo na fase pré-escolar, até quatro anos, pois não há uma idade mínima para chegar ao diagnóstico.

A atenção à saúde mental dos pequenos é tão importante quanto a física e as principais causas de depressão estão relacionadas à forma como a criança se sente nos seus núcleos familiar e social. São sentimentos de abandono, rejeição, negligencia ou humilhação.

"A depressão é uma reação do cérebro que entra num processo de desligamento de existência quando identifica um risco eminente muito frequente. E isso se dá quando a criança interpreta que a vida dela atrapalha ou não tem sentido. É algo muito complexo por serem sentimentos complicados de serem identificados e entendidos principalmente por uma criança", explica a psicóloga e especialista em Inteligência Parental, Nanda Perim.

Como acontece a depressão infantil?

As perturbações de humor, muito comuns em situações de depressões, são geralmente associadas a adolescentes ou adultos, mas também se manifestam em crianças. Estudos recentes apontam que a depressão infantil é mais frequente do que inicialmente se pensava: cerca de 5% das crianças e adolescentes possuem um grau significativo de depressão.

De acordo com a última versão do Manual de Diagnóstico e Estatística das Doenças Mentais (DSM-5) da Associação Americana de Psiquiatria, a depressão tem uma prevalência de 2 a 5% entre crianças e adolescentes.

Segundo Nanda Perim a depressão nas crianças tem um fator muito preocupante porque pode ser vista como um comportamento ruim da criança e rotulado como, drama, pirraça, birra, falta de limite, atitude de criança mimada por estar chorando com frequência, e necessitar de palavras positivas sobre ela.

"Por tudo isso, o início desse estado de depressão na infância leva a criança a ouvir e viver situações que só pioram o quadro de depressão dela, porque a criança chora e recebe uma repreensão ou punição no lugar de compreensão. Este comportamento sem acolhimento dos adultos vai agravando o quadro depressivo e faz com que a criança se sinta cada vez mais inadequada e que a vida dela não vale a pena. Essa interpretação inadequada feita pelos adultos é um grande problema", alerta.

Qual é o principal objetivo do Setembro Amarelo?

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), organiza, em território nacional, o Setembro Amarelo que é marcado por ações de prevenção à depressão e ao suicídio.

"A vida é a melhor escolha!" é o tema em 2022 e diversas ações que estão sendo desenvolvidas. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha Anti Estigma do mundo. O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano.

O suicídio é uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade. No Brasil são registrados cerca de 14 mil casos por ano, uma média de 38 por dia, conforme dados da campanha.

Como lidar com os problemas emocionais das crianças:

- Dê importância ao sentimento que a criança demonstra, dizendo: "O que foi? Estou te vendo e te ouvindo";
- Esteja sempre atento à criança e à vontade para falar o que a está incomodando;
- Mantenha a rotina da casa, os horários de sono, de despertar, de alimentação, de obrigações e de lazer;
- Incentive o contato social por meios seguros e monitorados;
- Regule o tempo de tela e uso de eletrônicos, não ultrapassando as horas recomendadas de acordo com a faixa etária;
- Observe o comportamento, identificando os sinais de alerta como choro frequente, falta de apetite, desinteresse pelas coisas, insônia, irritabilidade, alterações de humor, pensamentos negativos, baixa autoestima, etc;
- Demonstre empatia sempre;
- Programe atividades em família, seja criativo, evite o tédio;
- No caso de identificar alguma situação que caracterize algum sintoma de depressão, procure ajuda profissional, preventiva.

Por Purepeople | Redação
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