Virgínia Fonseca recebeu um alerta de psicóloga sobre seu hábito de filmar demais as filhas, Maria Alice e Maria Flor. Rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval 2026 e envolvida em rumor de ter pago milhões para assumir o cobiçado posto, a influencer pode com esse hábito desencadear algumas consequências nas crianças, segundo especialistas.
"Sentir-se aprovado e reconhecido pelo outro, a partir da exposição de uma imagem idealizada, dá a ilusão de que as angústias e dificuldades podem ser abolidas. Nas redes sociais, todos são felizes, bem-sucedidos, e os relacionamentos familiares se aproximam da perfeição. Os narcisismos inflados acabam fazendo com que limites sejam ultrapassados", avaliou a psicanalista Claudia Pretti em entrevista ao site do Instituto Brasileiro de Direito de Família sem usar nenhuma famosa como exemplo.
Esse hábito de mostrar a vida dos filhos na web já tem até um nome "sharenting", junção das expressões em inglês "share" (compartilhar) e parenting (parentalidade).
Para a psicanalista, a exposição em excesso da imagem dos pequenos pode afetar a imagem que "a criança precisa construir de si". "Podendo levar a quadros de ansiedade excessiva, transtornos alimentares, insegurança e distorção da imagem, e ainda depressão, entre tantos outros", enumerou Claudia.
A profissional aponta ainda que tal exposição parte de uma necessidade dos pais e não das crianças. "Sentir-se aprovado e reconhecido pelo outro, a partir da exposição de uma imagem idealizada, dá a ilusão de que as angústias e dificuldades podem ser abolidas", apontou alertando para riscos maiores.
No seu entender, essa exposição em excesso pode levar tanto a uma "admiração instantânea" quando despertar "um ódio pelo sentimento de impotência diante da impossibilidade de alcançar para si aquele mundo sem os limites impostos pela vida real".
"Assim, os filhos, que deveriam ser protegidos pelos adultos, são lançados no desamparo (...). Sem contar com a devastação provocada quando estão submetidas a um mau uso dessas imagens, que pode desencadear quadros ainda mais graves como, por exemplo, pensamentos ou mesmo atos suicidas", alertou sobre o risco de saúde mental abalada.
Por fim, Claudia frisou que educar filhos se trata de algo árduo e que são necessárias a presença e a disponibilidade. "As telas e as redes sociais não podem funcionar como garantidores de algumas transmissões fundamentais na relação parental", aconselhou.
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