A Copa do Mundo 2026 começa neste sábado (13) para o Brasil contra o Marrocos (19h, hora de Brasília) e a Seleção não poderá contar com Neymar. Dono de uma coleção milionária de relógios de luxo, levou nove para os EUA, o camisa 10 segue em tratamento de uma lesão grau 2 na panturrilha e é desfalque. Será a 6ª vez que o país tenta o hexa para repetir o jejum de 24 anos sem ganhar o mais importante torneio de futebol.
Em 1994, o Brasil de Romário levantou a taça após esses mesmos 24 anos na fila. Capitão do tetra nos EUA, um dos três países, ao lado de Canadá e México que recebe o Mundial deste ano, Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga, hoje com 62 anos, deu a volta por cima após ter sido "crucificado" quatro anos antes, pela eliminação diante da Argentina na Copa-1990 (Itália).
O adeus foi dado em 24 de junho com o gol de Caniggia nas oitavas de final. A reação diferente de Dunga já em casa com a família rendeu uma grave consequência ao meio-campista. "Não sou de beber, mas quando voltei de 1990, sentei com meu pai e ficamos das 8h da noite às 8h da manhã. Nem percebi que estávamos bebendo. Para mim, estávamos conversando", recordou certa vez, detalhou o jornal "O Globo" em julho de 2014.
"No outro dia, minha mulher perguntou se a gente não ia dormir, e eu respondi que não, que ainda estava claro. Mas já tinha até amanhecido. Depois, passei uns três dias com o fígado na cama", prosseguiu o gaúcho de Ijuí, sucessor de Luiz Felipe Scolari na Seleção depois do fatídico 7 x 1 para a Alemanha na Copa-2014.
A primeira passagem de Dunga como técnico da Seleção durou de julho de 2006 ao mesmo mês de 2010, sendo marcada pela derrota/eliminação para a Holanda na Copa da África do Sul. De novo, acabou contestado e xingado de "burro". Nada que o afete, garantiu em outro momento.
"Chamar de burro não me ofende, porque burro é um animal trabalhador, que teve a humildade de carregr Nossa Senhora", explicou. "Se gritar resolvesse, chamava o Tarzan que estava tudo certo. Não temo ser demitido, só temo a morte", acrescentou o campeão de 1994, ano no qual teve postura diferente em relação ao Mundial anterior.
"Se o dólar caía, tudo era culpa da Era Dunga. Virei chacota no Brasil. A minha diferença para 1994 foi, em 1990, eu não confiava no meu talento. De tanto ouvir, acreditei que só sabia defender. Me omitia. A competição não é com o outro, mas como a gente mesmo", analisou em palestra à crianças carentes", admitiu.