'Minha filha está morta': Mãe de Eliza Samudio faz FORTE desabafo e critica a forma como o caso volta à tona
Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 21:09
Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, rompeu o silêncio após a repercussão do passaporte da filha e falou sobre a dor provocada pela nova exposição do caso, quinze anos após o crime que chocou o país
'Minha filha está morta': Mãe de Eliza Samudio faz FORTE desabafo e critica a forma como o caso volta à tona Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, rompeu o silêncio após a repercussão do passaporte da filha e falou sobre a dor provocada pela nova exposição do caso, quinze anos após o crime que chocou o país A localização de um passaporte antigo de Eliza Samudio em um apartamento alugado em Lisboa, revelada com exclusividade pelo portal LeoDias, reacendeu debates, especulações e forte comoção nas redes sociais Em texto publicado em suas próprias redes, Sonia Moura afirmou que cada nova matéria sobre o caso reabre feridas antigas e amplia um sofrimento que, segundo ela, nunca teve fim para a família Quinze anos após um dos crimes mais chocantes do país, pelo qual o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza foi condenado, a retomada do caso volta a gerar angústia e pedidos por esclarecimentos

[ALERTA: o texto a seguir aborda assuntos relacionados a violência doméstica. Caso você esteja passando por uma situação do tipo ou conheça alguém que precise de ajuda, procure a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas pelo telefone 180, ou a Delegacia Especializada da Mulher (DDM) mais próxima]

Sonia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, se pronunciou nesta terça-feira (06) após a recente repercussão envolvendo o passaporte da filha, documento que voltou a ser citado, gerou especulações e acabou viralizando. 

O posicionamento veio por meio de um texto publicado em suas próprias redes sociais, no qual ela expõe o impacto emocional da nova exposição do caso e faz duras críticas à condução da cobertura.

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Uma descoberta inesperada que reacendeu o caso

De acordo com o portal LeoDias, que revelou a informação com exclusividade, um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio veio à tona de forma surpreendente no fim de 2025, após ser localizado na última segunda-feira (5) em um apartamento alugado em Lisboa, Portugal. O documento estava guardado entre livros organizados em uma estante, visível, em bom estado de conservação e com todas as páginas intactas.

A descoberta inesperada rapidamente ganhou repercussão, quinze anos após um dos crimes mais chocantes do país, pelo qual o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza foi condenado pelo assassinato da jovem. Diante da retomada do caso, Sonia Fátima Moura afirmou que se manifesta a partir de um lugar de extrema dor e cansaço emocional. Segundo a mãe de Eliza Samudio, cada nova matéria ou especulação reabre feridas antigas e amplia um sofrimento que, para a família, nunca teve fim.

Críticas à cobertura e à falta de sensibilidade

Ainda no texto, divulgado integralmente por Sonia Moura em suas redes sociais, ela critica profissionais da imprensa que, segundo suas palavras, ignoram a ética, a sensibilidade e a responsabilidade ao tratar do caso. Para a mãe de Eliza Samudio, a forma como o assunto foi retomado deixa de lado a investigação séria dos fatos e aposta em lacunas, coincidências e informações mal explicadas, o que só aumenta a angústia de quem vive um luto permanente.

Ela afirma que aprendeu, “da forma mais dura possível”, que não se pode esperar humanidade de quem nunca precisou sentir uma dor semelhante. O desabafo também aponta o uso da imagem da filha como instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama, algo que, segundo Sonia, transforma a saudade em revolta.

'Minha filha está morta'

Um dos trechos mais fortes do desabafo é quando Sonia Fátima Moura escreve: “Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma”. Segundo ela, essa constatação diária aperta o peito, sufoca e não permite descanso emocional. Para Sonia, Eliza Samudio tinha história, sonhos e um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria, conforme destacou no próprio texto publicado.

Confira abaixo o texto na íntegra: 

Em relação à matéria publicada ontem sobre o passaporte da minha filha, que acabou viralizando, tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional. Dói constatar que ainda existam profissionais da imprensa que escolham ignorar a sensibilidade, a ética e a responsabilidade, deixando de investigar os fatos com seriedade e de publicar uma matéria honesta e verdadeira. Aprendi, da forma mais dura possível, que não se pode esperar humanidade, respeito ou atitudes profissionais de pessoas pequenas diante de uma dor que elas nunca precisaram sentir.

Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa. E, mesmo assim, dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama. Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta. Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso, e não pode ser reduzida a uma manchete fria.

A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalhes — elas pesam, machucam e gritam por esclarecimento.

Neste momento, escolho me manter em silêncio para tentar sobreviver à saudade, para tentar respirar em meio à dor e preservar o pouco de paz que ainda consigo reunir para mim e para minha família. Mas tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas. Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça.

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Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
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