[ALERTA: o texto a seguir aborda assuntos relacionados a violência doméstica. Caso você esteja passando por uma situação do tipo ou conheça alguém que precise de ajuda, procure a Central de Atendimento à Mulher, disponível 24 horas pelo telefone 180, ou a Delegacia Especializada da Mulher (DDM) mais próxima]
Quinze anos depois de um dos casos mais chocantes do país, o nome de Eliza Samudio volta ao centro das atenções. Condenado pelo assassinato da jovem, o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza permanece ligado a uma história que nunca teve um desfecho completo: o corpo de Eliza jamais foi encontrado. Agora, uma nova descoberta, revelada pelo portal LeoDias, nesta segunda-feira (05), reacende dúvidas, teorias e muita comoção.
No fim de 2025, um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento de aluguel em Portugal, mais precisamente em Lisboa. O documento estava entre livros dispostos em uma estante, visível, em bom estado de conservação e com todas as páginas intactas. Segundo apuração do portal LeoDias, o passaporte é verdadeiro e não possui segunda via emitida.
O homem que encontrou o documento preferiu não se identificar e foi tratado como José. Em relato ao veículo, ele contou que divide o imóvel com a esposa, a filha e outras duas pessoas que também alugam espaços no apartamento. Ao retornar de uma temporada de trabalho fora, a curiosidade por um dos livros da sala o levou a uma descoberta inesperada.
“Quando encontrei o documento e vi de quem era, por se tratar de uma pessoa que foi um caso que teve grande repercussão no Brasil e no mundo inteiro, fiquei em choque; pela foto eu já sabia de quem era, quem era a dona”, declarou José ao portal LeoDias.
O passaporte apresenta apenas um carimbo de entrada, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer registro de saída. Segundo o próprio portal, existem vídeos e provas de que Eliza Samudio estava no Brasil após essa data, já que todo o crime ocorreu em território nacional.
A equipe do portal LeoDias acompanhou José até o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, onde o passaporte foi oficialmente entregue. Em nota enviada ao veículo, o consulado informou que já comunicou o Itamaraty, em Brasília, e aguarda orientações sobre os próximos passos.
“O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa já fez uma comunicação oficial ao Itamaraty em Brasília informando que o passaporte foi encontrado e entregue ao consulado”, diz um trecho da nota reproduzida pelo portal.
Em nova entrevista ao portal LeoDias, José levantou um questionamento que resume o impacto da descoberta. “Quem seria capaz de entrar no país com o passaporte de uma pessoa que está morta?”, questionou. Ao mesmo tempo, ele afirmou preferir cautela. “Prefiro não falar nada, deixar para as autoridades investigarem para não ser injusto com ninguém”, completou.
O portal LeoDias informou que procurou Sonia Moura, mãe de Eliza Samudio, para comentar a descoberta, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações futuras, segundo o próprio veículo.
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