A Globo sempre foi uma máquina de fazer galãs e, entre todos os que já passaram por suas novelas, Felipe Folgosi garantiu uma grande popularidade em novelas como 'Olho no Olho' e 'Corpo Dourado'. Ele também foi vice-campeão da quinta edição de 'A Fazenda', mas hoje, aos 52 anos, está dando o que falar por sua opinião polêmica sobre as vacinas contra a Covid-19.
Em uma entrevista ao SiiLA NXT Podcast, publicada recentemente, Felipe Folgosi afirmou que as vacinas contra a Covid-19 não teriam passado pelos testes necessários antes de serem aplicadas na população. A afirmação, porém, não corresponde ao processo de desenvolvimento e avaliação das vacinas.
"Politizou a questão. Se você entrasse no site da [fabricante] Moderna, tava lá que era uma terapia genética, algo que não foi testado. Tinha uma pressão grande midiática, amedrontando as pessoas a abrirem mão da sua autonomia corpórea e receberam uma tecnologia que ninguém sabia de certa forma", disparou o ex-galã.
Em outro momento da entrevista, Felipe Folgosi, que chegou a se aventurar na política, afirmou: "É um crime contra a humanidade [...] Você tem que ter uma visão crítica [...] Me forçaram a injetar no meu corpo várias tecnologias, porque não chamo de vacina, vacina é outra coisa. E você vai viver debaixo de uma sombra de uma potencial doença".
A afirmação de que as vacinas contra a Covid-19 não foram testadas é falsa. Antes de serem disponibilizados à população, os imunizantes passaram por estudos destinados a avaliar segurança, resposta imunológica e eficácia. A Anvisa explica que os estudos clínicos de vacinas seguem etapas de desenvolvimento e que, para fins regulatórios, precisam ser avaliados pela agência antes do início das aplicações no Brasil.
Durante a pandemia, o desenvolvimento das vacinas ocorreu em ritmo mais rápido do que o habitual. Em um documento técnico, a Anvisa esclareceu que as vacinas contra a Covid-19 passaram pelas fases 1, 2 e 3 dos estudos clínicos e que nenhuma etapa foi suprimida. O processo foi acelerado por estratégias que permitiram realizar etapas de forma mais eficiente.
Além dos resultados obtidos nos estudos clínicos, os efeitos da vacinação também foram analisados depois que os imunizantes começaram a ser aplicados em larga escala.
De acordo com o Splash UOL, um estudo publicado em 2022 na revista 'The Lancet Infectious Diseases' estimou que a vacinação contra a Covid-19 evitou aproximadamente 19,8 milhões de mortes no mundo entre dezembro de 2020 e dezembro de 2021, primeiro ano da vacinação em escala global.
A estimativa considera o impacto da vacinação sobre as mortes que teriam ocorrido caso os imunizantes não estivessem disponíveis. O estudo, portanto, analisou não apenas os resultados dos ensaios clínicos, mas também dados epidemiológicos do período.