Sandrão namorou duas das mais conhecidas presas de Tremembé: Elize Matsunaga e Suzane von Richthofen. A primeira, condenada por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, e a segunda por planejar o assassinado dos pais, cometido pelo então namorado e o irmão dele, Daniel e Cristian Cravinhos. Em entrevista ao "Domingo Espetacular", a ex-detenta assumiu que já sentiu medo de se relacionar com as duas.
"Quando você convive com alguma pessoa e sabe que ela pode estourar em algum momento você vai ficar com receio. Você não vai dar mancada com aquela pessoa, então é melhor terminar pra não dar mancada", opinou. E completou: "Em relação a Elize, eu pensei: 'se eu der mancada com ela eu tô ferrada'".
Sandrão, que detalhou também os momentos íntimos que viveu com as presas na cadeia, garantiu: "As duas são atraentes, sabem cativar você".
Na entrevista, Sandrão não fugiu dos assuntos mais polêmicos, como as conversas com as então namoradas sobre os crimes que elas cometeram. "A Elize tinha mais dificuldade de conviver com o passado. Em algumas conversas dá pra ver que ela se arrependia", opinou.
Sobre Suzane, interpretada por Marina Ruy Barbosa na série do Prime Vídeo, Sandrão contou também ter percebido um arrependimento. "Eu acho que ela amava a mãe dela de verdade", disse, sem citar o pai, também vítima dos golpes fatais.
"Eu tentava entender ela um pouco, mas se eu focasse nisso eu ia ficar paranoico", explicou Sandrão. "É difícil analisar a Suzane que todo mundo viu e a que está na sua frente. Pode ser que em algum momento ela seja manipuladora, seja fria. Talvez, pode ser. Mas eu enxergava a Suzane. Eu conversei com ela sobre o assassinato e ela me disse que se arrependeu, que ela sofria, que nada deveria ter sido como foi", garantiu.
Sandrão contou ainda que sofreu após assumir publicamente seu relacionamento com Suzane. "É muito grande o preço de amar uma pessoa que matou os pais. Fui hostilizado por ser o sapatão da Suzanne. E o preço é caro. Não é fácil ver as pessoas falando que se eu me apaixonei por ela, eu seria pior que ela. Desenharam ali uma pessoa tão ruim quanto ela", disparou a ex-detenta, que garantiu não ter matado Talisson Vinícius da Silva Castro, de 14 anos, em 2003, crime que a levou à cadeia.