Antes de pensar em corpos definidos ou recordes pessoais, a academia costuma ser vista como um espaço puramente físico, quase mecânico, e que muita gente tenta fugir ao máximo.
No entanto, nos últimos anos, a ciência começou a olhar além do espelho e dos pesos, apontando que treinar regularmente pode ter um impacto profundo na forma como uma pessoa se vê e se relaciona com os outros, um benefício silencioso na saúde mental que até agora tinha passado bastante despercebido.
Um artigo recente publicado na Men's Fitness sugere que a relação entre ir à academia e se sentir bem consigo mesmo vai além de levantar pesos e suar muito: as academias podem se tornar espaços que reforçam a confiança pessoal de maneiras que muitas pessoas não haviam considerado até agora. Imagina que tudo, né? Não perca tempo e saiba como unir o útil ao agradável.
De acordo com este artigo, baseado em um novo estudo que examina como os hábitos de exercício se relacionam com a saúde mental e a autoestima, quase um terço dos homens reconhece que suas inseguranças relacionadas à imagem corporal, como evitar espelhos ou fotos, se refletem em seus hábitos de treino e autoestima.
Além disso, justamente ambientes como academias e clubes esportivos aparecem como alguns dos locais que mais impactam positivamente o bem-estar psicológico e a percepção de si mesmo, atrás apenas de parques e espaços ao ar livre onde também se pratica atividade física e se convive com outras pessoas.
Essa abordagem não é isolada na literatura científica sobre exercício e saúde mental. Inúmeras pesquisas mostraram que o exercício regular não apenas melhora a condição física, mas também a autoconfiança e a percepção do próprio corpo.
Por exemplo, um estudo publicado no PubMed descobriu que as pessoas que se exercitam regularmente apresentam níveis significativamente mais elevados de autoeficácia, autoestima e consciência corporal em comparação com aquelas que levam um estilo de vida sedentário, o que sugere que a prática frequente de atividade física pode ser um método eficaz para fortalecer essas facetas da psicologia pessoal.
Estudos adicionais também comprovam que a atividade física está associada a melhorias na autoestima e na percepção de si mesmo ao longo das diferentes fases da vida, desde a juventude até a terceira idade.
Além dos benefícios individuais, a literatura acadêmica aponta que o próprio contexto social da academia (as interações com a equipe, com outros usuários e o senso de comunidade que é gerado) pode favorecer a construção de confiança no ambiente e aumentar a fidelidade das pessoas à sua rotina de treino.
Pesquisas recentes destacam que uma boa interação entre os usuários e os serviços da academia contribui para gerar um vínculo de confiança que influencia positivamente a experiência global dos frequentadores, o que poderia amplificar os efeitos psicológicos saudáveis associados à prática regular de exercícios.
Embora ainda sejam necessárias mais evidências para compreender com precisão a causalidade (ou seja, se a frequência à academia gera confiança ou se as pessoas com maior confiança tendem a frequentar mais a academia), a convergência de descobertas em vários estudos apoia a ideia de que integrar o exercício físico na vida cotidiana pode trazer benefícios que vão muito além do meramente físico.
Em muitos casos, ajudam a reforçar aspectos tão essenciais como a autoestima, a autoeficácia e a sensação geral de bem-estar psicológico. Então já separa o lookinho e bora malhar!