Depois do sucesso da série 'Tremembé', Sandrão, apelido de Sandra Regina Ruiz Gomes, deu uma entrevista ao 'Domingo Espetacular', da Record TV, onde contou todos os detalhes do seu crime e o envolvimento com Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga no 'presídio dos famosos', um dos assuntos mais comentados desde que a produção do Prime Video explodiu.
Hoje, Sandrão prefere ser chamado de San, embora não se importe com o gênero masculino ou feminino a qual é referida. No bate-papo tenso com Roberto Cabrini, a ex-presidiária abriu o jogo sobre a sua paixão por Suzane von Richthofen, mas também causou ao falar sobre o que viveu com Elize Matsunaga dentro de Tremembé.
Condenada a 27 anos de prisão por ter participado do sequestro de um adolescente de 14 anos, que era seu vizinho e foi assassinado, Sandrão negou que estava presente no momento da execução e garantiu que, se estivesse lá, ele não teria sido executado. Ela também garantiu que apenas fez as ligações solicitando o resgate e recompensa no sequestro.
"Foi passado para mim que era um sequestro, aí chegou e era tudo ali, de onde eu vivia [no seu bairro]", contou ela, negando que ele tivesse ficado em um cativeiro: "Nem existia um cativeiro. Que eu saiba, pegaram o menino na escola e levaram ele para a Prainha [área de lazer em Mogi das Cruzes, SP]".
San garantiu que apenas fazia as ligações: "Na verdade, eu só pensei que iria fazer a ligação, desenrolar o assunto e ia acabar tudo bem", contou ela, alegando que falou com uma mulher e não conhecia a mãe do vizinho. Ela, então, disse ao telefone: "Se não pagar o resgate, vão matar seu filho", mas imediatamente se arrependeu ao fazer a ameaça.
Embora a família do adolescente tenha pagado R$ 3 mil pelo resgate, ele ainda assim foi assassinado. Sandrão revelou que não recebeu 1 centavo da negociação e que não sabia que tinha comparsas, além de ter negado que agiu como consoladora da mãe do jovem enquanto ele estava sequestrado.
Já na reta final da primeira parte da entrevista, onde fala sobre o seu crime que a levou a passar 9 anos detida em Tremembé [de 12 anos no total], onde teve os namoros midiáticos e famosos, Sandrão foi questionada por Roberto Cabrini se teria matado o adolescente ou dado ordem de execução para ele depois que a reconheceu.
"Eu não matei ele. Eu fiz a ligação [pedindo dinheiro para a família do menino], eu participei de algo. Eu participei de um crime. Não dei [ordem de matar o menino]. Não fui eu [que dei o tiro]. Nem estava lá. [A dor de ter feito isso] é imensurável. Uma mãe perdeu um filho", afirmou.
Em outro momento, ela alegou que o jovem reconheceu o seu comparsa e que não teria presenciado o momento do assassinato - embora tivessem exigido resgate já com ele morto. Por fim, San mandou um recado para a família da vítima, se desculpando pelo crime:
"Não sei se eles queriam ouvir alguma coisa de mim. A única coisa que me vem é: me desculpa, por participar de algo que deu uma dor tão terrível para vocês", disse Sandrão, que também acusou a série 'Tremembé' de ser mentirosa.