Arthur Brooks, professor de Harvard: ‘Você nunca fica entediado, mas sua vida é incrivelmente entediante’
Publicado em 28 de setembro de 2026 às 17:02
Siga o Purepeople no Google Adicione-nos às suas fontes preferidas
Para o especialista em felicidade, preencher cada minuto de espera com o celular pode nos afastar das perguntas que dão sentido à vida
Arthur Brooks, professor de Harvard: ‘Você nunca fica entediado, mas sua vida é incrivelmente entediante’ É muito comum evitarmos as pequenas pausas do dia, ocupando todo e qualquer tempo livre com redes sociais ou algum estímulo que impeça o tédio Arthur Brooks, professor da Universidade de Harvard e autor de livros sobre felicidade e propósito, defendeu o valor desses momentos de pausa em uma entrevista ao The Rich Roll Podcast, publicada em março de 2026 'Precisamos ficar entediados. Nosso cérebro precisa ficar entediado', afirmou o pesquisador na ocasião Segundo Brooks, os períodos em que não estamos ocupados com uma tarefa ou distração abrem espaço para refletir sobre quem somos e sobre o sentido da nossa vida

Você está esperando o sinal abrir e, antes mesmo de perceber, pega o celular. A cena se repete na fila do mercado, no elevador e nos poucos minutos livres entre uma tarefa e outra. 

Hoje, quase sempre há algo à mão para impedir que o tédio apareça. Mas será que precisamos evitá-lo o tempo todo?

Para Arthur Brooks, a resposta é não. Professor da Universidade de Harvard e autor de livros sobre felicidade e propósito, ele defendeu o valor desses momentos de pausa em uma entrevista ao The Rich Roll Podcast, publicada em março de 2026.

Por que Brooks defende o tédio

“Precisamos ficar entediados. Nosso cérebro precisa ficar entediado”, afirmou Brooks durante a conversa.

Segundo ele, os períodos em que não estamos ocupados com uma tarefa ou distração abrem espaço para refletir sobre quem somos e sobre o sentido da nossa vida. Isso nem sempre é confortável — e talvez seja justamente por isso que procuramos tão depressa alguma coisa para fazer.

O celular oferece uma saída fácil. Se a espera parece longa, basta abrir um vídeo ou percorrer as redes sociais.

Brooks observa, porém, que eliminar esses pequenos momentos de tédio pode ter um efeito inesperado: ficamos entretidos a cada instante, mas deixamos pouco espaço para pensar no que torna a vida interessante como um todo.

Veja também
Frase do dia de Arthur C. Brooks, professor de Harvard e especialista em ciência da felicidade: 'A tecnologia nos separa demais. Tem que ter amigos de verdade. Um amigo inútil'
Uma vida cheia de estímulos pode parecer vazia

Brooks resume esse paradoxo ao falar de quem busca distração até nos breves momentos de espera:

“Você nunca fica entediado de um momento para outro, mas sua vida é incrivelmente entediante.”

Para ele, uma vida interessante tem sentido, ainda que inclua momentos entediantes. A frase contrasta o entretenimento constante com a falta de espaço para refletir sobre o que importa para nós.

Isso não exige abandonar o celular nem transformar o tédio em mais uma obrigação. A reflexão pode começar de forma simples: atravessar uma fila sem abrir um aplicativo ou deixar os pensamentos seguirem seu curso durante uma caminhada.

Em vez de preencher imediatamente cada intervalo, vale descobrir que pensamentos surgem quando há alguns minutos de silêncio.

Matérias relacionadas
Arthur Brooks, professor de Harvard: 'O que nos traz maior felicidade não são as conquistas externas, mas a paz interior e os relacionamentos próximos'
Arthur Brooks, professor de Harvard: 'O que nos traz maior felicidade não são as conquistas externas, mas a paz interior e os relacionamentos próximos'
A psicologia sugere que as pessoas que permanecem em silêncio durante as conversas, em vez de se esforçarem para serem ouvidas, não são nem tímidas nem desinteressadas
A psicologia sugere que as pessoas que permanecem em silêncio durante as conversas, em vez de se esforçarem para serem ouvidas, não são nem tímidas nem desinteressadas
Reflexão de Paul McCartney, hoje aos 84 anos: 'A tristeza não é tristeza, é felicidade vestindo um casaco preto'
Reflexão de Paul McCartney, hoje aos 84 anos: 'A tristeza não é tristeza, é felicidade vestindo um casaco preto'
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Palavras-chave
Bem-estar Curiosidades Lifestyle