Depois de semanas de apreensão em torno do quadro clínico de Fausto Silva, a esposa do apresentador, Luciana Cardoso, trouxe atualização da saúde do apresentador. Em publicação nos stories do Instagram, feita nesta quarta-feira (13). A notícia veio em meio a especulações sobre a internação de Faustão no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está desde maio tratando uma infecção bacteriana aguda com sepse.
Muito antes dessa fase delicada, em 14 de janeiro de 2007, Fausto Silva participou de uma rara entrevista para Marília Gabriela no canal pago GNT, quebrando um jejum de 20 anos sem falar com a jornalista em um formato mais intimista. O encontro mostrou um lado mais simples e reservado do apresentador, que disse ter como prioridade ser feliz, ajudar quem está ao seu redor, manter os pés no chão e proteger sua vida pessoal. “Nunca imaginei que pessoas de alto nível se expusessem tanto e para tanta gente. É assustador”, afirmou.
Durante a conversa, o comunicador relembrou os desafios de comandar o domingo na TV. Ele descreveu o esforço de conquistar públicos diferentes ao longo do programa e entregar boa audiência para o Fantástico. Ao comentar sobre críticas, foi direto: “Que crítica?! Infelizmente, e com raríssimas exceções dentro da área de variedades, ninguém checa nada e não se respeita mais ninguém”. Faustão também lamentou o hábito de veículos reproduzirem notícias da internet sem verificar a veracidade.
Entre os momentos mais inusitados da entrevista, um em especial arrancou risos e ficou marcado na memória. Questionado sobre terapia, Faustão disparou: “Eu não faço terapia porque não tem divã do meu tamanho. Eu prefiro o meu espelho, porque se ele me encher o saco, eu dou porrada e não pago nada”. Em tom crítico e bem-humorado, ele ainda comentou seu espanto com a exposição excessiva das pessoas: “É impressionante. Elas falam da relação sexual, de todas as suas carências... Hoje, a revista não é mais um programa de televisão, virou uma exposição total. Isso me espanta”.
Na entrevista, o apresentador também lembrou como o mundo mudou desde sua estreia no Domingão do Faustão, em 1989, citando a chegada do celular, da internet e da TV a cabo. Ele elogiou o celular como uma invenção útil, especialmente para pais e mães saberem onde estão os filhos, mas brincou dizendo que muita gente compra apenas para “fazer de conta” que está falando. Sobre a internet, destacou que a interatividade é positiva, mas que o espaço sem filtros e responsabilidade pode ser perigoso quando informações falsas são propagadas.
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