Recém-contratado pelo SBT, onde irá narrar a Copa do Mundo 2026, Galvão Bueno passou a expandir seus negócios para fora da TV no começo dos anos 1990. Foi assim que se firmou sócio da Rede OM (hoje a pouquíssima assistida CNT), de onde saiu de forma traumática após receber um cheque de bilhões sem fundo.
E em outubro de 2004, para surpresa de muitos, Galvão foi parceiro em um negócio que trouxe ao Brasil a segunda maior rede de lanchonetes do mundo. Isso mesmo a Burger King, que nos últimos anos embarcou em peça publicitária na polêmica de Larissa Manoela com seus pais.
Responsável por narrar o acidente fatal de Ayrton Senna em 1994, o que quase gerou uma atitude extrema em relação ao futuro na TV, o locutor esportivo que chegaria a se despedir da Copa do Mundo em 2022 se aliou a Hélio Castroneves (piloto da Fórmula Indy) e Luiz Carlos Batalha (empresário). Segundo o jornal "Valor Econômico" da época, a ideia inicial era abrir 50 restaurantes em cinco anos para enfrentar o McDonald's.
Um mês depois era esperada a presença de Galvão em uma cerimônia em aeroporto de São Paulo para recepcionar a Burger King em terras brasileiras. Como na época da Olimpíada, um fogo simbólico acionou o equipamento que viria a grelhar o primeiro hambúrguer da rede no Brasil.
Ainda em novembro de 2004, no shopping Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurada a primeira loja. No Rio de Janeiro, a rede só desembarcaria em 2007 após abrir restaurantes em outras capitais (Curitiba, Recife, Natal, Salvador e Belo Horizonte), por exemplo.