Chegou ao fim o processo que as filhas de Manoel Carlos moviam contra a Globo por conta de direitos autorais das obras escritas pelo novelista bem como às reprises de novelas/minisséries. Maneco morreu em 10 de janeiro passado aos 92 anos de causas não reveladas pela família - há alguns anos, o autor de "Laços de Família" (2000) enfrentava o Mal de Parkinson.
A ação correu na 21ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e acabou arquivada no último dia 5 com um acordo entre as partes, segundo alegou a emissora carioca. A Globo informou ter cumprido o pedido dos familiares de Manoel Carlos, cujos três filhos homens morreram antes do pai.
A informação é da coluna "Outro Canal", da "Folha de S.Paulo" nesta segunda-feira (9).
O processo da família de Manoel contra a Globo ocorreu porque a emissora não detalhava os pagamentos referentes às reprises de obras como "Por Amor" (1997) nem os seus licenciamentos, segundo a empresa Boa Palavra, de propriedade de Júlia Almeida, filha caçula de Maneco.
No mês passado, após a morte do autor, a Globo apresentou documentação especificando esses valores. Um outro acordo prevê que em Portugal uma versão de "Páginas da Vida" apresente Manoel Carlos como autor do original.
Além de ter escrito várias novelas - uma delas não conseguiu concluir por conta da morte do ator principal -, Maneco também passou pela linha de shows - foi parceiro de Chico Anysio e Hebe - e trabalhou na equipe do "Fantástico". Responsável por clássicos como "Felicidade" (1991) e "Mulheres Apaixonadas (2003), o autor foi velado em cerimônia reservada, mas que contou com Tony Ramos, visto frequentemente em suas novelas.