Jackson Antunes acumula uma série de vilões icônicos em seu currículo, como o Galo de “Todas as Flores”, um de seus trabalhos mais recentes. No entanto, poucos despertaram a indignação coletiva como Leonardo, do clássico “A Favorita”. O personagem era um agressor que praticava violência física e psicológica contra a esposa, Catarina (Lilia Cabral).
Foi com Leonardo que Jackson sentiu pela primeira vez a fúria dos espectadores nas ruas. Em entrevista ao jornal Zero Hora, em 2008, ele revelou que foi agredido enquanto estava em uma banca de jornal.
“Na semana passada, eu estava com a minha mulher em uma banca de jornal quando um senhor veio e disse que era um absurdo ter de assistir ao meu personagem bater em Catarina. Ele me chamou de monstro e me deu um encontrão”, relatou Jackson. Após a agressão, o ator caiu no chão e precisou ir a um hospital.
Mesmo com o susto, Jackson parecia entender o asco que o personagem causava no público. “Fico feliz por fazer um personagem tão diferente de mim e que consegue mexer tanto com as pessoas. O Leonardo é um vilão e não merece perdão”, destacou.
Em 2020, Jackson relembrou o episódio e expôs uma consequência séria por conta da agressão: uma trombose na perna. “Ele me empurrou de tal forma que tive uma trombose na perna. Boa parte da novela eu fiz na cadeira de rodas, minha esposa me acompanhava, aplicando remédio na minha barriga”, contou ao portal UOL.
Jackson passou recentemente por um transplante de rim e o órgão foi doado pela esposa, Cris, com quem divide a vida há mais de 30 anos. O ator fala mais profundamente sobre o assunto em uma entrevista ao “Fantástico”, que será exibida neste domingo (08).
Jackson passou por um período conturbado de saúde, cujos detalhes devem ser divulgados durante a entrevista. É sabido que, por volta de 2017, ele superou um câncer no pâncreas e passou por uma internação em agosto do ano passado.
“Não tem coisa mais terrível que a dor. Não tem coisa mais terrível do que você não ver esperança”, declarou Jackson ao programa dominical. Já Cris desabafou sobre o medo de imaginar a vida sem o companheiro de três décadas. “Meu maior medo é eu não estar perto dele.”