Muito antes da nova temporada do "MasterChef Brasil" aparecer nos horizontes, Henrique Fogaça viveu uma das maiores controvérsias da sua carreira! E tudo começou com uma foto no Vaticano.
Conhecido pelo estilo hardcore, pelas tatuagens e pelo jeito direto diante dos participantes do reality culinário da Band, o chef acabou no centro de uma enorme crise nas redes sociais em 2019 após publicar uma imagem ao lado de duas freiras usando uma camiseta com a estampa de duas religiosas se beijando.
Na ocasião, tiveram acusações de desrespeito religioso, debates sobre liberdade de expressão, vídeos de crítica no YouTube, revolta de parte do público católico e até um comunicado oficial da Band se distanciando das declarações do jurado. Eita!
E não parou por aí não, viu? Pressionado pela repercussão, Fogaça chegou a apagar a publicação, repostá-la horas depois e, posteriormente, fazer um pedido público de desculpas afirmando ter sido “infeliz” ao expor seus pensamentos. Que situação!
Tudo aconteceu durante férias de Henrique Fogaça em Roma, na Itália, em junho de 2019. Na época, o jurado do "MasterChef Brasil" compartilhou no Instagram uma foto em que aparecia sorrindo ao lado de duas freiras no Vaticano. Até aí, aparentemente, nada fora do comum. O detalhe que provocou a revolta estava justamente na roupa usada pelo chef.
Fogaça vestia uma camiseta estampada com a imagem de duas mulheres usando hábitos religiosos enquanto se beijavam na boca. A legenda escolhida por ele também chamou atenção imediatamente: “Pedindo a bênção. ‘Orai por nós’, ‘Prega per noi’, ‘Pray for us’”.
Mas foram as hashtags usadas na publicação que acabaram ampliando ainda mais a repercussão. Entre elas, estavam termos como “blasfêmia”, “o choro é livre” e “fuck hipocrisia”. Em poucas horas, a polêmica já estava lançada, claro.
© Reprodução/Instagram
Muitos internautas acusaram o chef de debochar da religião católica justamente dentro do maior símbolo do catolicismo no mundo. Outros apontaram que as freiras fotografadas com ele talvez sequer soubessem do teor provocativo da camiseta.
Na época, vídeos criticando a atitude de Fogaça começaram a viralizar no YouTube, enquanto o nome do jurado passou a aparecer entre os assuntos mais comentados do X, que ainda era Twitter.
Parte da repercussão ganhou um tom mais perigoso porque, antes da publicação da foto, o chef já havia feito stories com críticas à Igreja Católica e comentários sobre religião. Para muitos usuários, a postagem no Vaticano teria sido propositalmente provocativa.
Com o volume de críticas aumentando, Henrique Fogaça decidiu se pronunciar por meio de vídeos publicados nas próprias redes sociais.
Tentando contextualizar sua posição, o chef afirmou que não queria ser interpretado de forma equivocada e passou a defender uma visão mais aberta sobre sexualidade dentro da Igreja. “Há 2 mil anos você acha que não tinha freira gay, padre gay? Não existia ganância pelo poder? Tudo lá atrás já existia. Tem que ter a cabeça aberta”, declarou.
Em outro momento, ele contou que chegou a ser questionado sobre a camiseta por um padre dentro do Vaticano. “O mundo hoje está assim. E ele falou: ‘Ok, vá com Deus’”, afirmou. Fogaça também criticou o fanatismo religioso: “O fanatismo corrompe as pessoas, acaba com as pessoas, e quem não tem a cabeça boa deixa todo seu salário para esse império".
Já ao responder diretamente às acusações de desrespeito, o jurado do 'MasterChef Brasil' disparou: “Falaram que sou desrespeitoso. Desrespeito são pessoas desonestas, que matam e roubam. Tenho educação, sou trabalhador. Sou pessoa do bem, autêntica e real".
O chef ainda explicou que as freiras fotografadas com ele seriam brasileiras e fãs do programa culinário da Band. “Essas duas freiras brasileiras vieram falar comigo e conversamos um pouco”, declarou na época.
Em meio à pressão nas redes sociais, Henrique Fogaça decidiu apagar a publicação original. Pouco tempo depois, porém, voltou atrás e repostou novamente a foto no Instagram, o que fez a polêmica crescer ainda mais. Horas depois, a imagem acabou sendo removida definitivamente do perfil do chef. Gente!?
A dimensão da repercussão foi tão grande que o caso acabou chegando oficialmente à Band, emissora responsável pelo "MasterChef Brasil".
Diante da crise, o Grupo Bandeirantes divulgou um comunicado público deixando claro que as manifestações feitas por Henrique Fogaça não representavam a posição institucional da empresa.
“O Grupo Bandeirantes tomou conhecimento das declarações proferidas pelo chef Henrique Fogaça nas redes sociais. Referidas declarações, feitas no âmbito das redes sociais do chef, não expressam, de forma alguma, a posição da Band, que se pauta no respeito às crenças e sem preconceitos em relação aos credos, etnias, sexos, raças, vertentes políticas e ideológicas”, informou a emissora.
“Ainda que referidas manifestações tenham ocorrido fora da programação e no âmbito da vida pessoal do chef Henrique Fogaça, a Band irá analisar o caso, com profundidade, depois de ouvi-lo", acrescentaram os representantes.
Depois de dias sob forte pressão nas redes sociais, Henrique Fogaça publicou um longo pedido público de desculpas em seu Instagram. No texto, o chef afirmou que não teve intenção de desrespeitar Deus ou a religião e admitiu que errou ao expor seus pensamentos daquela forma.
“Somente Deus pode julgar minhas atitudes. E, por essa razão, em respeito ao modo de pensar da minha família, meus amigos e seguidores, venho pedir desculpas. Em momento algum eu tive a intenção de desrespeitar, principalmente a Deus, com a foto ou vídeos que fiz. Fui, sim, infeliz em expor meus pensamentos”, escreveu.
O jurado do 'MasterChef Brasil' também afirmou que aprendeu espiritualmente com o episódio. “Mas, como ser humano, eu erro. E, com meu erro, cresci espiritualmente para a cada dia poder dar melhores exemplos aos meus filhos". Ao final, Fogaça pediu desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas. A publicação terminava com reflexões sobre perdão e a hashtag “#deusnocomando”.
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