O corpo de Juliana Marins segue sendo velado no começo desta tarde (4) em Niterói (RJ) mais de uma semana após sua morte ser confirmada na trilha de um vulcão na Indonésia. Enquanto a família da publicitária aguarda o laudo da segunda autópsia, a primeira indicou múltiplas fraturas, porém descartou hipotermia, o governo brasileiro estuda abordar o tema em reunião entre os presidentes dos dois países, Lula e Prabowo Subianto.
Embora o governo indonésio tenha sido alvo de fortes críticas na web entre os brasileiros, a diplomacia deve falar mais alto. "Se o tema for levantado na reunião, certamente será para expressar o agradecimento ao governo indonésio pelo empenho no caso", disse o embaixador Aloysio Gomide Filho, diretor do Departamento de Comunidades Brasileiras e Assuntos Consulares ao jornal "O Globo".
Ainda nesta sexta-feira, o pai de Juliana classificou de "descaso com a vida humana" o que aconteceu com a filha, que desde fevereiro viajava pelo exterior. Manoel Marins e o restante da família ainda recuaram na decisão de cremar o corpo da publicitária.
De acordo com o Itamaraty, diante das condições climáticas, a comunicação entre Brasil e Indonésia "flui da melhor forma possível" e que o governo daquele país prestou "todo apoio" durante o resgate à Juliana, que sofreu no mínimo duas quedas. Apesar disso, o próprio governo daquele país asiático admitiu falhas na segurança no parque onde se localiza o vulcão.
O encontro entre Lula e Subiano está previsto para a próxima quarta-feira (9) em Brasília. Vale lembrar que logo após a morte da brasileira ser confirmada, o ex-jogador Alexandre Pato se comprometeu a pagar as despesas com o translado do corpo. Depois, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, disse que seria ele quem faria o pagamento, o que acabaria acontecendo
Por fim, o governo federal após tentar arcar com com o translado alterou partes de um decreto que vigorava desde a segunda metade dos anos 1990 no último dia 27. Agora, o governo poderá assumir as despesas quando a família não tiver capacidade financeira, na falta de um seguro ou contrato de trabalho, em casos de comoção pública, e se houver disponibilidade orçamentária.