Vocalista do Raimundos, Digão negou ter debochado da morte de Juliana Marins. A publicitária morreu após quedas em um vulcão na Indonésia na semana passada e seu corpo chegou ao Rio nesta quarta-feira (2), quando passará por nova autópsia. O primeiro laudo atestou forte hemorragia e pouco tempo entre a última queda e o óbito.
O cantor alegou que nunca teve intenção de minimizar a morte da turista. "Nunca foi fazer ironia ou deboche com a Juliana Marins. A minha intenção era abrir os olhos para o que estava acontecendo: o descaso que esse governo demonstrou com a Juliana Marins e sua família", afirmou o cantor, que tem opinião política diferente da publicitária, eleitora do PT.
Digão citou ainda a mochila da turista onde se encontrava o bottom com a frase "ele não", usada em 2022 contra Jair Bolsonaro em disputa política que envolveu outros famosos.
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Na sequência, Digão lembrou recente decisão política do governo Lula de buscar no Peru a ex-primeira-dama daquele país Ollanta Humala em avião da FAB (Força Aérea Brasileira) após sua condenação a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em caso envolvendo a Odebrecht.
A presidente do Peru, Dina Boluarte permitiu que Ollanta deixasse o país baseada em um acordo de asilo diplomático que peruanos e brasileiros têm. Vale lembrar que no Brasil decisões monocráticas no STF anularam praticamente todas as condenações envolvendo a Odebrecht.
"Porque a prioridade deles foi buscar uma corrupta condenada a 15 anos de prisão no Peru, que conseguiu asilo na embaixada do Brasil — porque ela sabe que, no Brasil, todo bandido é bem-vindo. E o Lula estalou os dedos, mandou um avião para lá e deixou a família da Juliana Marins aqui, nessa situação horrível, nessa agonia", acusou.
"A minha maneira de escrever é dura, tosca, mas eu falei a verdade (...). Não dá para passar pano", frisou, listando ainda a tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul em 2024 e as queimadas históricas na Amazônia.