Marido de Simone Mendes, Kaká Diniz se revoltou com a ala "neoconservadores em conserva", que ironizava as famílias ditas conservadoras no desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula. O empresário, que é assumidamente evangélico, afirma que se trata de “intolerância disfarçada de liberdade”.
“Você já percebeu como virou moda ridicularizar quem acredita em família, em fé, em valores? Você vai lá e se depara com uma escola de samba criando uma narrativa, um enredo, para debochar das famílias conservadoras”, iniciou Kaká.
O empresário argumenta que “conservadorismo não é sobre ódio”. “É sobre aquilo que sustenta uma sociedade durante milhares de anos. Compromisso, filhos criados com referência, a fé como base moral, valores inegociáveis. Isso é conservadorismo”, definiu.
Nos comentários da página Circo da Mídia, que repercutiu o vídeo de Kaká, o discurso foi alvo de críticas. Afinal, Simone, que gravou um DVD recentemente com um look à lá Michael Jackson, fatura milhões com músicas que falam de bebida e adultério, temas que pouco combinam com o discurso conservador que ele defendeu.
Muitos internautas citam a música “P do Pecado”, parceria com Menos é Mais que se tornou um dos principais hits da carreira solo de Simone. A canção fala de uma pessoa envolvida em um caso extraconjugal, que se acha menos errada por ser solteira.
“Jogando erro contra erro / O seu é bem maior que o meu / Da vida, ‘cê não tira ela / Da cama, ‘cê não tira eu / Não joga a culpa toda pro meu lado / É você que tem alguém do lado / Eu sou apenas o P do pecado”, diz o refrão.
"’Valores inegociáveis’ e a esposa dele cantando ‘eu sou apenas o P do pecado’", debochou um internauta. “Ele mostrando na prática o que o desfile da escola estava criticando” analisou um perfil. “Se fosse tudo isso mesmo, ela estaria cantando para Jesus e não para valores de destruição que são as letras das músicas dela”, detonou um seguidor. “Na hora que estava ganhando dinheiro com o ‘P do pecado’ não reclamou, né? A Bíblia diz que não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo”, lembrou uma religiosa.
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