Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18) deixando um legado na história da TV brasileira. E, além da trajetória impecável na vida profissional, a atriz sempre demonstrou ser um ser humano repleto de empatia.
Dona de personagens inesquecíveis, a atriz também é exemplo de empatia, afeto e abertura de pensamento, como mostrou em uma das histórias mais comoventes de sua vida pessoal: a forma como reagiu ao descobrir a transexualidade do neto, Theo Fagundes.
Mãe do ator Tarcísio Filho, fruto de seu casamento de quase 60 anos com o também ator Tarcísio Meira, que terminou com a morte dele em 2021. Em janeiro de 2025, a nora da atriz, a publicitária Mocita Fagundes, usou as redes sociais para revelar um episódio que comoveu fãs e colegas da estrela: a reação da sogra ao saber que o neto, Theo, é um jovem trans.
Em um texto publicado no Dia Nacional da Visibilidade Trans (29 de janeiro), Mocita contou que viveu um breve processo de luto ao compreender a transição do filho, mas logo transformou o sentimento em algo que chamou de “renascimento”.
"E assim como fiquei enlutada, vi um filho lindo e vibrante - renascer. Um filho feliz. Finalmente feliz. E foi emocionante ver o quanto ele se libertou na sua nova (e verdadeira) identidade de gênero. Afinal, quem somos nós para interferirmos na identidade de alguém? Não somos ninguém. No que isso nos afeta? Em nada. Nunca vou esquecer a reação da Glória, uma mulher de 90 anos - quando soube da transição do Theo. Ela falou… '-E daí?' E sorriu.", afirmou Mocita.
Desde então, segundo a nora famosa da atriz, Glória nunca mais usou o “nome morto” do neto - expressão usada para se referir ao nome anterior de uma pessoa trans - e nunca errou ao tratá-lo por sua identidade de gênero. “Na minha família, a empatia sempre foi soberana”, escreveu na ocasião.
Para o público, a história reforçou o que Glória Menezes representa dentro e fora da ficção: uma mulher generosa, afetuosa e sempre atenta ao tempo em que vive. Em uma era de transformações sociais, a atriz de “Rainha da Sucata” e “A Favorita” mostrou que empatia não tem idade!