Uma das maiores estrelas da dramaturgia brasileira, Glória Menezes faleceu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, no Rio de Janeiro. Ícone da televisão, do teatro e do cinema, a atriz morreu em seu apartamento, segundo sua assessoria de imprensa, devido a causas naturais.
Artista com mais de seis décadas de carreira, Glória nunca se esquivou de perguntas sobre a passagem do tempo, falando com orgulho sobre a idade e tudo o que havia construído na vida pessoal e profissional.
Em entrevista ao jornal O Globo, em 2012, a artista falou sobre a importância de “não olhar para trás e viver o presente”, ressaltando que sentia as mudanças do envelhecimento no dia a dia, como na dificuldade de locomoção e na recuperação mais lenta, mas que a cabeça continuava firme, acompanhando tudo.
Mãe de três filhos (João Paulo, Maria Amélia e Tarcísio Filho), quatro netos e dois bisnetos, ela reforçou, inclusive, o quanto era vaidosa e gostava de se cuidar, mas nunca tentou camuflar a passagem do tempo ou aparentar ser mais jovem.
“Plástica a gente faz até um certo tempo, até os 50 anos. A plástica não rejuvenesce mais depois de uma idade. Você acaba ficando uma mulher de 60 com plástica. Eu me cuido, mas não adianta querer esconder os efeitos do tempo”, disse ao jornal.
Na mesma entrevista, a atriz também falou sobre a morte, relembrando o falecimento de Hebe Camargo, em 2012, e o quanto havia sentido a partida da apresentadora.
“Não tenho medo de morrer, mas tenho medo de perder as pessoas que amo”, revelou na ocasião.
Anos depois, Glória enfrentaria justamente a perda de uma das pessoas mais importantes de sua vida.
Casada por 59 anos com Tarcísio Meira, outra lenda da televisão brasileira, a atriz e o marido foram internados juntos com Covid-19 em 2021.
Embora Glória tenha lentamente se recuperado, Tarcísio foi intubado, submetido a hemodiálise e não resistiu às complicações da doença, vindo a falecer em 12 de agosto, aos 85 anos de idade.
Já afastada das novelas desde “Totalmente Demais”, de 2015, a atriz viveu os últimos anos de maneira mais reservada no Rio de Janeiro, onde se manteve próxima à família.