Em 1996, o jornal Folha de São Paulo reuniu 100 pessoas, ligadas direta ou indiretamente com o universo da televisão, em uma votação para eleger a melhor novela de todos os tempos. A campeã, com 16 votos, foi “Roque Santeiro”. Em segundo lugar, ficou “Vale Tudo”, folhetim que ganha um remake em 2025 escrito por Manuela Dias, autora que tem sido muito criticada pelas mudanças na trama original.
“Vale Tudo” foi a novela mais votada entre as atrizes convidadas para a eleição. Entre elas, estava Debora Bloch, que, hoje, é a intérprete de Odete Roitman. Carolina Ferraz, Susana Vieira, Bruna Lombardi e a própria Beatriz Segall, que fez a vilã na versão original, também votaram no folhetim.
"'Vale Tudo' é um clássico. Eu adoraria ter feito a Maria de Fátima [vivida por Glória Pires em 1988]. Só eu, não. Nove entre dez atrizes gostariam de tê-la feito", declarou Carolina ao jornal.
Em entrevista à Folha de São Paulo, Débora revela que chegou a assistir a alguns capítulos da novela original, mas preferiu parar. "Não estava me ajudando", relata. "Porque a ideia não é a gente reproduzir nem imitar o que já foi feito. Ao contrário, o grande desafio é a gente encontrar uma nova maneira de contar essa história”, completou.
Débora afirma que não costuma ler muitas críticas nas redes sociais. Isso “ocupa muito tempo”, diz ela. “Até porque todo mundo tem uma opinião sobre essa novela, 'ah, a Maria de Fátima tem que ser assim', 'a roupa tem que ser assado’”, argumenta.
A veterana não rejeita as comparações, mas pede: “Tudo bem comparar, desde que estejam assistindo à novela.”
Débora ainda destaca que as principais críticas sobre seu trabalho vêm dela mesma. "Quando passo pelo meu crivo, já é um aliviozinho. Aí depois escuto as pessoas em que confio, que acho interessantes e inteligentes e que têm algum preparo.”