Rússia x Ucrânia, racismo e caso George Floyd: no Twitter há 14 anos, Papa Leão XIV deixou fortes opiniões por lá e prova ser o 1ª papa 'tuiteiro'
Publicado em 9 de maio de 2025 às 20:25
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
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Ele já cobrou presidentes, desafiou conservadores e defendeu minorias! Saiba mais:
Rússia x Ucrânia, racismo e caso George Floyd: no Twitter há 14 anos, Papa Leão XIV deixou fortes opiniões por lá e prova ser o 1ª papa 'tuiteiro' Papa Leão XIV foi anunciado como o novo líder da Igreja Católica nesta quinta-feira (08) Papa Leão XIV segue a Ordem de Santo Agostinho, baseada nos princípios de um dos maiores pensadores do cristianismo Papa Francisco estava associado à Ordem Jesuíta, também conhecida como Companhia de Jesus Papa Leão XIV é o primeiro estadunidense a ser líder da Igreja Católica
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Se engana quem pensa que o novo papa é só orações e benção urbi et orbi. O Papa Leão XIV, nascido Robert Francis Prevost, já chegou com a batina suada e os dedos afiados no X (ex-Twitter). Com 14 anos de rede social nas costas e mais de 400 publicações, ele é o primeiro pontífice com um histórico digital ativo e bem opinativo... e olha que nem era papa ainda!

E tem de tudo: posicionamentos sobre imigração, pena de morte, racismo, pandemia, guerra... e até pitaco teológico no post do vice-presidente dos Estados Unidos. Quem diria, hein? De terno ou de túnica, o novo papa já mostrou que não tem medo de tretar na timeline.

Guerra na Ucrânia

Em 2022, quando a Rússia iniciou a invasão da Ucrânia, Prevost se posicionou de forma clara. Ele compartilhou, em sua conta pessoal no X, uma nota oficial da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), que expressava solidariedade ao povo ucraniano e pedia o fim da violência. Prevost escreveu:

“We join our brothers and sisters in Ukraine in prayer for peace and justice.”
("Unimo-nos aos nossos irmãos e irmãs da Ucrânia em oração pela paz e pela justiça.")

O gesto indicava sua sintonia com o apelo por justiça diante do sofrimento ucraniano, uma posição ética que ecoava a doutrina social da Igreja e, ao mesmo tempo, se distanciava da neutralidade diplomática tradicional em temas geopolíticos.

'Precisamos rechaçar o racismo': bispo clamou por justiça após George Floyd

Após o assassinato de George Floyd por um policial em 2020, Prevost não ficou em silêncio. Em uma publicação no X, ele pediu que os católicos se posicionassem de forma clara diante do racismo estrutural nos Estados Unidos:

"Precisamos ouvir mais os líderes da Igreja, rechaçar o racismo e buscar justiça."

Naquela semana, os protestos antirracistas ganhavam força pelo país e a fala do futuro papa mostrou que sua fé caminhava lado a lado com a justiça social. Nada de relativismo ou recuos diplomáticos: o então bispo foi direto, como poucos da hierarquia eclesial ousaram ser, viu!?

Contra Trump e as deportações: 'Você não vê o sofrimento?'

Crítico das políticas migratórias de Donald Trump, Prevost demonstrou mais de uma vez que não hesitava em levantar a voz nas redes, mesmo diante de poderosos. Em 2017, compartilhou um artigo que classificava como “época obscura” a política de proibição da entrada de refugiados nos EUA, uma das primeiras medidas de Trump no cargo.

E foi além. Dirigiu-se diretamente ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, aliado de Trump em medidas de deportação, com um apelo dramático:

“Você não vê o sofrimento? Sua consciência não está perturbada? Como você pode ficar quieto?”

O tuíte foi publicado após um encontro de Bukele com Trump na Casa Branca e reforçou a face pastoral e humana de Prevost, que viveu por décadas no Peru e conhecia de perto a realidade dos migrantes latino-americanos.

Contra a pena de morte e os abusos na Igreja

Em 2014, Prevost foi taxativo sobre um tema ainda controverso: a pena de morte. Em um tuíte simples e direto, escreveu:

“É inadmissível.”

Foi só uma das muitas ocasiões em que repetiu a defesa da vida em entrevistas e homilias: “Temos que ser sempre a favor da vida”, afirmou a jornalistas peruanos.

Outro tema sobre o qual ele nunca se calou foi o abuso sexual na Igreja. Mesmo antes de chegar ao Vaticano, Prevost pediu publicamente a expulsão de sacerdotes envolvidos em crimes contra menores e incentivou vítimas a denunciarem os agressores. Em entrevista recente ao jornal La República, do Peru, reforçou:

“Se você é vítima de abusos sexuais por parte de um sacerdote, denuncie.”

Teologia + rede social

Em 2024, já como cardeal, Prevost usou sua conta no X para rebater o então vice-presidente dos EUA, JD Vance, que havia publicado que os cristãos deveriam amar primeiro suas famílias, depois os vizinhos, os compatriotas, e só então os demais.

Prevost respondeu com teologia pura e viralizou:

“JD Vance se engana: Jesus não nos pede que classifiquemos nosso amor pelos demais.”

A publicação teve dezenas de milhares de curtidas e reacendeu o debate sobre como figuras religiosas devem ou não se posicionar em temas morais no espaço público.

Com mais de 400 publicações desde 2011, Robert Prevost trouxe ao papado algo que nenhum antecessor teve: um histórico documentado de engajamento público nas redes, repleto de convicções morais, bom senso pastoral e firmeza diante das injustiças.

Agora, como Leão XIV, resta saber se ele continuará a usar sua conta pessoal. Mas uma coisa é certa: o primeiro papa “tuiteiro” de verdade já deixou claro que sabe usar os limitados caracteres para pregar o Evangelho... e também para cobrar líderes políticos! Divo!

“A mensagem é sempre a mesma: proclamar Jesus Cristo, proclamar o Evangelho. Mas a maneira de alcançar as pessoas de hoje… é diferente”, disse ele recentemente ao Vatican News.

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