A morte de Pelé completa quatro anos no fim de dezembro, e o Rei do Futebol e Atleta do Século segue lembrado e cultuado. Dono de um item histórico de mais de sete décadas posto em leilão, Edson Arantes do Nascimento se aventurou na política (foi Ministro do Esporte), na música, na TV (como comentarista) e no cinema.
Pelé estrelou "Os Trapalhões e o Rei do Futebol" (1986), ao lado de Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum (1941-1994) e Zacarias (1934-1990), onde deu vida a um goleiro. Cinco anos antes, o ídolo de gerações fez, porém, uma inusitada parceria com Sylvester Stallone no filme "Fuga para a Vitória".
A interação que resultou em dedo quebrado de Stallone por Pelé é lembrada pelo astro de "Rambo" (1982) na nova biografia do ator, "The steps" ("Os degraus", em tradução livre). "O Pelé quebrou meu dedo mindinho. Eu estava fazendo piadas sobre futebol. Dizia que não era nada comparado ao futebol americano", iniciou o artista, cuja dieta inclui três claras de ovo no café da manhã.
"Aí ele se irritou e disse: 'Fique no gol. Vou colocar a bola exatamente ali. Mas você nem vai vê-la. Não vai tocar nela'. Ele bateu o pênalti. Ergui a mão, a bola quebrou o meu dedo, continuou em frente e abriu um buraco na rede", prosseguiu o ator de 80 anos à revista "Veja".
Ícone dos filmes de ação e contrário à tese do "envelhecer com elegância", Stallone classificou o futebol de "esporte brutal". "Pelé estava usando aquelas chuteiras da Segunda Guerra Mundial, sabe? Grossas, quase como aço, com a ponta dura. E a bola era menor e muito mais pesada do que é hoje. Nunca mais falei mal de futebol, que, aliás, é um esporte brutal", acrescentou o americano.