Os dias que antecedem a final do Miss Universo 2025, marcada para o dia 21 de novembro, em Bangkok, na Tailândia, estão sendo marcados por uma grande polêmica. As concorrentes se uniram em apoio à Miss México, Fatima Bosch, que foi humilhada publicamente pelo empresário tailandês Nawat Itsaragrisil, um dos organizadores do evento.
O episódio, transmitido ao vivo na última terça-feira (4), ocorreu quando o diretor repreendeu a mexicana por não publicar conteúdos promocionais sobre a Tailândia em suas redes sociais. Em conversa com a imprensa local, Bosch afirmou que o organizador a chamou de “burra”. O comportamento do empresário gerou indignação imediata entre as participantes: várias candidatas deixaram o local em protesto, gesto que rapidamente viralizou nas redes sociais.
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A Organização Miss Universo divulgou um comunicado condenando o episódio e classificando a atitude de Itsaragrisil como “comportamento malicioso”. O presidente da instituição, Raul Rocha, criticou a postura do empresário: “Nawat Itsaragrisil esqueceu o verdadeiro significado de ser um anfitrião” e “humilhou, insultou e demonstrou falta de respeito” com a Miss México.
“Reitero que o Miss Universo é uma plataforma de empoderamento feminino para que as vozes das mulheres sejam ouvidas no mundo", reforçou Rocha. Segundo ele, a participação de Itsaragrisil será limitada ao máximo até o fim do concurso.
Diante da repercussão negativa, o empresário tailandês fez um pedido público de desculpas: “Se alguém se sentiu mal, desconfortável ou afetado, peço desculpas a todos, especialmente às cerca de 75 garotas que estavam presentes.” Em uma coletiva antes da cerimônia de abertura, ele chegou a chorar e afirmou que “não tinha ideia da dimensão que este problema tomaria”.
Mesmo após o escândalo, Itsaragrisil manteve papel de destaque durante a abertura oficial do Miss Universo 2025, realizada na quarta-feira (5), quando voltou a se desculpar, afirmando que é “humano” e que “a pressão é imensa”.