William Bonner deixa a bancada do “Jornal Nacional” em novembro, depois de 29 anos no comando do jornalístico. Nas redes sociais, muitas pessoas questionaram por que o âncora não esperou completar três décadas redondinhas no telejornal para anunciar a saída.
No X, antigo Twitter, não é difícil encontrar comentários com esta indagação. “Bonner tá saindo do ‘JN’ após 29 anos. Eu certamente fecharia os 30 só pra ficar um número redondo”, escreveu um usuário. “Nossa, me irritou muito o Bonner sair com 29 anos ao invés de esperar os 30”, postou outro. “Ano que vem o Bonner faria 30 anos no ‘JN’, custava esperar mais um ano?”, disse mais um perfil.
Aos obcecados por números redondos, existe uma explicação lógica. 2026, quando Bonner completaria as três décadas, é ano de eleição presidencial. Segundo o colunista Valmir Moratelli, da revista Veja, o âncora não queria comandar mais uma rodada de debates e entrevistas com os principais candidatos.
Vale lembrar que Bonner já declarou publicamente que, por conta da polarização política, é frequentemente hostilizado nas ruas. Para não ser atacado, ele evita viajar de avião e não frequenta grandes eventos.
“Basta um levantar a voz e fazer uma graça com o celular na mão, filmando, e eu arruíno o show, arruíno a peça de teatro, estrago a viagem de todo mundo”, declarou Bonner durante participação no "Altas Horas".
A saída de Bonner provocou mudanças em diversos telejornais da emissora. Ele migra para o “Globo Repórter” com Sandra Annenberg a partir de 2026 e César Tralli é o substituto no comando do “Jornal Nacional”. Roberto Kovalic, atual âncora do “Hora 1”, assume o espaço vago no “Jornal Hoje”, enquanto Tiago Scheuer, do "Bom Dia São Paulo", é o novo apresentador do telejornal da madrugada.
Além disso, Cristiana Sousa Cruz assume o cargo de editora-chefe do “Jornal Nacional”, função que também é desempenhada por Bonner há 26 anos. Ela já é editora-chefe adjunta há seis anos.