Angelina Jolie completa 50 anos nesta quarta-feira (04). Além de ativista e atriz premiada, a estrela também é conhecida por ser muito honesta sobre os problemas de saúde que a acometem. Em 2016, a americana foi diagnosticada com a Paralisia de Bell, uma condição que resulta em uma paralisia temporária dos músculos de um lado do rosto.
A condição é caracterizada, principalmente, pela boca torta e pela dificuldade de mexer o rosto. A maioria dos casos é reversível, mas é importante procurar um hospital ao perceber este tipo de problema.
"A paralisia facial idiopática, também chamada de paralisia de Bell, é uma emergência médica e deve fazer o paciente procurar um pronto-socorro para o primeiro atendimento o quanto antes. A precocidade do diagnóstico e tratamento é fator crucial no resultado de melhora ou cura", destaca o otorrinolaringologista Dr. José Ricardo Gurgel Testa, especialista no assunto.
O problema está diretamente associado à inflamação ou inchaço do nervo facial, que impede que o nervo transmita sinais para os músculos, deixando-os fracos. "Quando afetado por alguma razão, esse nervo provoca sintomas como boca torta, dificuldade para movimentar o rosto e/ou falta de expressão em uma parte da face, o que também pode alterar de forma marcante a comunicação e a autoestima das pessoas", alerta.
A Paralisia de Bell tem causas variadas. Estresse, baixa imunidade, mudança repentina de temperatura, doenças neoplásicas e enfermidades idiopáticas, aquelas com causas desconhecidas, estão entre os fatores de risco.
Há dois tipos de paralisia da face: a central, decorrentes de tumores, doenças degenerativas ou acidente vascular cerebral (AVC); ou facial periférica, que podem ser fruto de trauma, infecção, tumores, problemas metabólicos e doenças congênitas.
Cada paralisia tem um tipo específico de tratamento. É importante manter o acompanhamento médico, já que, na maioria dos casos, o diagnóstico vem através da observação de um profissional. O doutor ainda reforça que a fisioterapia e a fonoterapia são muito importantes. Elas ajudam a estimular a musculatura da mímica facial e da fala e ainda evitam contraturas e atrofia das fibras musculares.
“O tratamento da paralisia facial periférica é sintomático e inclui o uso de medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia. Não existe uma conduta terapêutica padrão à doença. Depende de cada caso”, completa o doutor.