Estreou no último domingo, 1º de novembro de 2026, a quarta temporada de “A Idade Dourada”, série de época da HBO ambientada no final do século XIX em Nova York.
Criada pelo britânico Julian Fellowes, responsável por “Downton Abbey”, a produção acompanha uma sociedade em que ter dinheiro nem sempre significa ser bem recebido.
De um lado estão as famílias tradicionais, empenhadas em preservar seus privilégios. Do outro, os novos milionários, que desejam transformar fortunas recentes em prestígio. Nesse cenário, convites para bailes, camarotes de ópera e casamentos se tornam instrumentos de poder.
Embora os protagonistas sejam fictícios, parte de suas ambições e conflitos tem raízes na realidade. A série também inclui pessoas que existiram, mantendo seus nomes históricos — o que não significa que todos os encontros e diálogos aconteceram exatamente como aparecem na tela.
© Divulgação, HBO
Interpretada por Carrie Coon, Bertha tem uma de suas principais inspirações em Alva Vanderbilt, que enfrentou a resistência da sociedade tradicional apesar da fortuna da família.
O luxuoso baile organizado pela personagem no final da primeira temporada remete à festa à fantasia promovida por Alva em 1883. Nos dois casos, o evento funciona como uma estratégia para conquistar reconhecimento e vencer as barreiras impostas por Caroline Astor.
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O empresário vivido por Morgan Spector reúne características de diferentes magnatas, mas Julian Fellowes destacou Jay Gould como uma referência importante.
Ligado às ferrovias e ao mercado financeiro, Gould ficou conhecido pela agressividade nos negócios. O contraste entre essa reputação e sua dedicação à família chamou a atenção do criador da série e ajuda a compreender George, capaz de demonstrar afeto em casa e agir sem piedade diante de um adversário.
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A pressão sofrida por Gladys, personagem de Taissa Farmiga, encontra um paralelo na trajetória de Consuelo Vanderbilt, filha de Alva.
Em 1895, a jovem se casou com Charles Spencer-Churchill, o nono duque de Marlborough, em uma união imposta pela mãe e contrária aos seus desejos.
A história inspira o casamento aristocrático de Gladys, mas a série adapta nomes e datas: a cerimônia real aconteceu mais de uma década depois daquela mostrada na ficção.
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A senhora Astor, interpretada por Donna Murphy, existiu e foi uma das mulheres mais influentes da elite nova-iorquina. Caroline Schermerhorn Astor ajudava a determinar quem seria aceito nos círculos mais exclusivos da cidade.
Sua resistência à entrada de famílias enriquecidas recentemente dá uma base histórica às disputas da série, embora as situações envolvendo os Russell sejam construídas para a trama.
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O personagem de Nathan Lane também preserva o nome de uma figura real. Nascido em Savannah, na Geórgia, Ward McAllister era próximo de Caroline Astor e conhecia os códigos que regulavam a vida social dos mais ricos.
Sua atuação como uma espécie de intermediário entre famílias tradicionais e novos milionários tem fundamento histórico, assim como o sotaque sulista incorporado pelo ator.
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A viúva interpretada por Jeanne Tripplehorn apresenta semelhanças com Arabella Huntington, mulher do industrial Collis Huntington. A riqueza não impediu que Arabella enfrentasse rejeição social e especulações sobre seu passado.
Seu interesse por arte também aproxima as duas mulheres. Aqui, porém, cabe falar em paralelos: Sylvia é uma personagem fictícia, cuja trajetória não deve ser lida como uma biografia de Arabella.
Com essa mistura de acontecimentos históricos e liberdade para inventar, “A Idade Dourada” transforma disputas por prestígio em dramas familiares.
A quarta temporada estreou em 1º de novembro e terá oito episódios, lançados uma vez por semana, aos domingos, na HBO Max.