O mês de agosto de 2001 ficou bem marcado na vida de Silvio Santos. Dois dias após o SBT, emissora que fundou, comemorar 20 anos, sua filha Patricia Abravanel foi sequestrada, sendo liberta no dia 28. Já no dia 30, seria o próprio apresentador e empresário a ser mantido refém por mais de sete horas em sua casa, no Morumbi, área nobre de São Paulo.
Atendendo um pedido da família, alguns órgãos de imprensa não noticiaram o sequestro de Patricia - o que não foi respeitado pela Globo, por exemplo. Passados mais de 24 anos, o jornalista Joseval Peixoto, com passagem pelo SBT, lembrou uma forte reação que Silvio Santos teve na época envolvendo as horas em que foi mantido refém.
Em entrevista ao podcast do portal "Na Telinha", o ex-âncora do "SBT Brasil" lembrou ter feito um comentário sobre a atitude de Geraldo Alckmin, então governador de São Paulo e filiado ao PSDB, ter entrado na casa do apresentador durante o sequestro.
"O Silvio Santos e a filha dele foram sequestrados. Aí o governador Geraldo Alckmin se entregou ao sequestrador. Foi lá e se entregou. Eram dois e ficaram três", disse. "Ele (Silvio Santos) me ligou no ar e disse: ‘Eu não pedi nada para o governador. Ele entrou porque quis’. E desligou na minha cara", prosseguiu o então contratado da Rádio Jovem Pan.
Segundo Joseval, seu comentário foi feito após Fernando Dutra Pinto se entregar e que havia conversado com dois coronéis para entender como funcionava tal negociação. É importante lembrar que Patricia Abravanel não foi feita refém junto com o pai, surpreendido por Fernando na academia da mansão.
Dez anos após desligar o telefone na cara de Joseval, Silvio o contratou e o jornalista passou a apresentar o "SBT Brasil", permanecendo na bancada entre 2011 e 2017. Nesse período, chegou a se revezar com Carlos Nascimento, que havia voltado ao ar após luta contra um câncer.
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