Deolane Bezerra foi indiciada por lavagem de dinheiro e por integrar facção criminosa, o PCC (Primeiro Comando da Capital) após conclusão de relatório pela Polícia Civil, nesta sexta-feira (29), oito dias após a prisão da influenciadora, surpreendida em sua casa por policiais munidos de fuzis. Ao todo, sete pessoas foram indiciadas, incluindo a famosa e Marcola, Marco Willian Herbas Camacho, que negou conhecer a advogada.
No relatório consta que a Operação Vérnix apreendeu materiais que "reforçam os indícios de autoria e a materialidade dos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais". O indiciamento de Deolane, Marcola - preso desde 2019 - e mais cinco pessoas foi encaminhado para a Justiça de São Paulo e acontece dois dias depois da influenciadora ser acusada de envolvimento em suposto plano de atentado contra o presidenciável Flávio Bolsonaro.
Desde a sexta-feira anterior (22), Deolane está em penitenciária do interior paulista. Do local, a advogada e viúva de MC Kevin (1998-2021) enviou carta aberta onde negou os crime, reforçou a inocência e se disse presa por "perseguição" e por ser "formadora de opinião". E agora o que acontece na investigação contra Deolane?
A Polícia requeriu o sequestro de veículos de forma cautelar, a ampliação dos bloqueios patrimoniais, e a custódia sob a Justiça de joias e relógios igualmente apreendimentos, além do compartilhamento de informações com a PF (Polícia Federal). De acordo com o portal "Metrópoles", a Polícia Civil segue analisando os materiais apreendidos após Deolane se negar a fornecer senha de seu celular.
Para os investigadores, outras operações podem ser desencadeadas bem como a identificação de outras pessoas que tenham participado do esquema criminoso, que envolveria ainda uma transportadora de fachada localizada no interior de São Paulo.
No relatório, Deolane é apontada como a pessoa que supostamente recebeu repasses do esquema, lavando dinheiro do PCC. Cai sobre a famosa, presa duas vezes em setembro de 2024, outra acusação: de ter arquitetado um plano de reformulação do esquema após outros "influencers" serem presos.
Esses igualmente teriam trabalhado em prol da facção, classificada como terrorista pelo presidente americano Donald Trump, o que gerou reação explosiva do mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Deolane, ela é acusada de receber mais de R$ 24.500 mil em apenas três meses em 2020.
A defesa da famosa alega que o valor se refere à "prestação de serviços advocatícios". Já entre 2018 e 2021, a influenciadora recebeu R$ 1 milhão sem que a origem do dinheiro fosse identificada.