Valéria Valenssa entrou para o imaginário popular do Brasil ao encarnar por quase 15 anos a Globeleza, musa das vinhetas carnavalescas da vênus platinada. Quase ninguém lembra, mas, no auge do sucesso, a estrela sobreviveu a um acidente de avião.
Por volta de 9h50 do dia 03 de julho de 1997, Valéria, o então marido Hans Donner, icônico designer gráfico da TV Globo e uma amiga se preparavam para embarcar para São José dos Campos, em São Paulo, em um avião bimotor fretado. Eles iriam até a cidade para visitar as instalações de um shopping.
Segundo o jornal Folha de São Paulo reportou na época, o jatinho se preparava para decolar no Rio de Janeiro, mas o piloto percebeu que havia um defeito no manche, instrumento de direção. Ele tentou frear, mas o avião não parou e caiu nas águas da Baía de Guanabara.
O avião não afundou de imediato e flutuou. Com isso, o co-piloto abriu a porta e mandou todos pularem na água. Eles esperaram por cerca de quatro minutos até a chegada do resgate em lancha do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros.
Apenas o piloto sofreu um corte profundo na testa, mas não chegou a ser hospitalizado. Todos os outros ocupantes saíram sem ferimentos.
Apesar do susto, os passageiros conseguiram se manter calmos na água e conversavam nos minutos em que aguardavam o resgate. Assim que foi salva, Valéria teve uma crise de choro, ainda segundo o que a Folha publicou na época. A Globeleza, que, anos depois, virou evangélica, rezou e agradeceu a Deus por não ter morrido no acidente. O trauma permaneceu e ela ficou três meses sem conseguir entrar em um avião.
Já Donner aparentava nervosismo e andava de um lado para o outro. Ele comentou que ficou coberto de querosene que vazou do avião.
Valéria relembrou o acidente em entrevista ao programa “Sensacional”, da RedeTV!, em dezembro do ano passado. “Nem sabia se eu estava viva ou morta, porque foi tudo muito rápido. Veio um um bombeiro, me colocou para boiar e disse assim: ‘Calma, Valéria, está tudo certo’. Pensei assim: ‘Pronto, me chamando pelo nome. Imaginei que já estava no céu’, relata.