A psicologia aponta: adultos felizes sempre compartilham essas duas lembranças da infância
Publicado em 20 de julho de 2026 às 14:30
Estudo com mais de 22 mil pessoas identificou quais memórias da relação com os pais na infância estão associadas a uma vida adulta mais saudável e a uma velhice com menos sintomas depressivos
A psicologia aponta: adultos felizes sempre compartilham essas duas lembranças da infância A compreensão de que aquilo que vivemos na infância influencia nossa vida adulta não é propriamente uma novidade Um estudo publicado em 2019 na revista científica Health Psychology aprofundou a dicussão sobre a influência que lembranças da infância têm na vida adulta A análise revelou que participantes que recordavam ter uma infância mais afetuosa apresentavam menos sintomas depressivos e menos doenças crônicas ao longo da vida Adultos que recordavam ter recebido mais carinho, afeto e cuidado dos pais, especialmente da mãe, apresentaram melhores indicadores de saúde, principalmente mental

A compreensão de que aquilo que vivemos na infância influencia nossa vida adulta não é propriamente uma novidade.

Várias vertentes da psicologia já se debruçaram sobre o assunto e o próprio Sigmund Freud, pai da psicanálise, defendia que as experiências, traumas e desejos reprimidos dos nossos primeiros anos de vida atuam no nosso inconsciente, formando a base da personalidade adulta.

O que a ciência descobriu sobre as lembranças da infância

Um estudo publicado em 2019 na revista científica Health Psychology, no entanto, aprofundou essa discussão.

Liderada por William J. Chopik e Robin S. Edelstein, da Michigan State University e da University of Michigan, respectivamente, a pesquisa analisou dados de mais de 22 mil participantes, reunidos em dois grandes levantamentos sobre desenvolvimento, saúde e aposentadoria nos Estados Unidos.

O objetivo foi investigar como as lembranças da relação com os pais na infância se associam à saúde física e mental durante a meia-idade e a velhice.

A análise revelou que participantes que recordavam ter uma infância mais afetuosa apresentavam menos sintomas depressivos e menos doenças crônicas ao longo da vida. 

Além disso, dentre as diferentes lembranças analisadas pelos pesquisadores, duas apresentaram uma associação especialmente forte com melhores indicadores de saúde mental e bem-estar na terceira idade.

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As duas lembranças da infância associadas a uma vida mais saudável

Segundo o estudo de Chopik e Edelstein, adultos que recordavam ter recebido mais carinho, afeto e cuidado dos pais, especialmente da mãe, durante a infância apresentavam, anos depois, menos sintomas depressivos e menor ocorrência de doenças crônicas.

Essas associações permaneceram mesmo após os pesquisadores considerarem fatores como idade e características socioeconômicas dos participantes, verificando que, independentemente dessas variáveis, as pessoas que recordavam ter tido uma infância mais afetuosa continuavam apresentando melhores indicadores de saúde — principalmente mental.

Outra lembrança que os pesquisadores associaram a melhores indicadores de saúde décadas mais tarde foi a de pais acolhedores diante dos momentos difíceis da infância, oferecendo conforto, carinho e compreensão quando os filhos enfrentavam problemas.

Os pesquisadores sugerem que experiências de cuidado e apoio na infância podem influenciar a forma como as pessoas enfrentam desafios ao longo da vida, embora o estudo tenha medido diretamente apenas a relação entre essas lembranças e indicadores de saúde física e mental.

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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Palavras-chave
Bem-estar Curiosidades Lifestyle Saúde
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