Doze anos depois do acidente que mudou para sempre sua vida, Michael Schumacher segue longe dos holofotes e em completo mistério, embora já tenha sido envolvido em rumores de que teria morrido. Desde a queda enquanto esquiava nos Alpes franceses, em dezembro de 2013, o heptacampeão de Fórmula 1 vive recluso, sob acompanhamento médico constante e com a privacidade preservada pela família.
Agora, um antigo amigo e companheiro de pista trouxe à tona um raro relato sobre seu estado atual. Riccardo Patrese, ex-piloto italiano que correu ao lado de Schumacher na Benetton em 1993, afirmou que o alemão apresentou pequenas melhoras ao longo dos anos, mas segue com limitações.
Em entrevista ao portal holandês 'Hochgepokert', Riccardo revelou que Michael, que passou muito tempo acamado, hoje consegue se sentar e manter contato visual, o que é um avanço importante dentro de um quadro tão delicado. Ainda assim, os danos cognitivos continuam severos: "Soube por um amigo que ele está melhorando, mas nunca o encontrei após o acidente. Ouvi que ele pode se sentar e fazer contato visual", disse.
Desde o acidente, Schumacher é cuidado de perto pela esposa, Corinna Schumacher, com quem é casado há mais de três décadas. A família sempre optou por manter total discrição, evitando visitas e exposições públicas. O próprio Riccardo Patrese revelou que, logo após a tragédia, chegou a pedir autorização para visitar o amigo, mas entendeu a decisão da família de preservar o piloto.
Durante a entrevista, o ex-piloto opinou sobre o estado de saúde do amigo: "Ele está no próprio mundo, mas reconhece os rostos familiares ao redor. Tenho certeza que ele não sabe que é heptacampeão mundial. Ele ainda está entre nós e só podemos torcer para que ele melhore. Nós estamos torcendo muito", disse Patrese.
Sem boletins oficiais frequentes e com poucas informações divulgadas, o estado de saúde de Michael Schumacher continua cercado de mistério. No entanto, segundo o amigo, ele está estável há um bom tempo: "Fico feliz em saber que houve alguma evolução, mas, pelo que sei, a situação se mantém estável há anos".