Após meses intensos de compromissos profissionais, Ariana Grande escolheu mudar o rumo de sua vida e descansar um pouco. A cantora, de 33 anos, já definiu os planos para depois do encerramento da turnê "Eternal Sunshine", marcada para terminar em 1º de setembro: fazer uma pausa na carreira e reduzir as aparições públicas.
Nos últimos meses, a artista lançou o filme "Wicked 2", apresentou um novo álbum e percorreu diversos países com a série de shows. O ritmo acelerado fez com que Ariana permanecesse sob os holofotes, seja pelo trabalho quanto por assuntos relacionados à sua vida pessoal, sobretudo o seu corpo.
“Ela está ansiosa para terminar a turnê em grande estilo, com saúde e felicidade, e então tirar um merecido descanso do trabalho e das aparições públicas, que a têm exposto constantemente ao escrutínio público”, afirmou um representante da cantora à revista americana People. “Essa turnê foi uma experiência maravilhosa para ela. Ela ama os fãs e amou cada minuto.”
Segundo a publicação, Ariana também deve ficar de fora do musical "Sunday in the Park com George", previsto para estrear em Londres, em janeiro de 2027, ao lado de Jonathan Bailey, com quem contracenou em "Wicked".
O representante ainda falou ainda sobre esforço físico exigido pela turnê. “Ela faz um show muito físico, que envolve muito atletismo. Ela se apresenta de forma saudável e com sucesso, em um nível altíssimo, noite após noite."
Ariana Grande também voltou a ser alvo de comentários sobre sua aparência. Imagens da cantora circulam com frequência nas redes sociais acompanhadas de discussões sobre sua magreza, enquanto rumores envolvendo sua vida amorosa aumentaram ainda mais a exposição da artista.
Segundo especialistas, esse cenário acompanha uma mudança no padrão de beleza que voltou a privilegiar corpos extremamente magros. A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez explica que a indústria da moda historicamente impõe um padrão corporal muito abaixo do considerado saudável para a maioria das pessoas.
“Historicamente a indústria da moda impõe um padrão de corpo magro para os modelos que carregam suas coleções, muito abaixo do que é admissível como normalidade. Logicamente uma minoria tem naturalmente esse biotipo, mas certamente a maior parte das modelos femininas, no mundo, só atinge essa forma às custas de estratégias que trazem muitos impactos negativos à saúde física e mental. O grande problema, do ponto de vista médico, é que essas modelos vão estampar suas imagens em todas as mídias, como ideal de beleza, sucesso e luxo. Um padrão inatingível para a maioria da população mundial, que pode ter consequências desastrosas, como o aumento na prevalência de distúrbios emocionais e transtornos alimentares.”
A cirurgiã plástica Dra. Heloise Manfrim observa que o novo ideal estético deixou para trás a valorização de volumes e passou a destacar contornos ósseos evidentes, braços mais finos e baixo percentual de gordura corporal. Já o cirurgião plástico Dr. Carlos Manfrim afirma que a popularização dos medicamentos para emagrecimento acelerou esse movimento, aumentando a procura por um corpo cada vez mais magro.
Os especialistas alertam que a perda acelerada de peso pode provocar flacidez acentuada, deficiências nutricionais e aumentar a procura por cirurgias reparadoras. Além disso, cresce a preocupação com casos de dismorfia corporal, transtorno em que a pessoa desenvolve uma percepção distorcida da própria imagem.
Para os médicos, o desejo por um determinado padrão estético não deve se sobrepor aos cuidados com a saúde. Em vez de buscar resultados rápidos motivados por comparações nas redes sociais, a orientação é que qualquer processo de emagrecimento seja acompanhado por profissionais e baseado em hábitos saudáveis e sustentáveis.