Como ter equilíbrio em dia depois dos 50 anos: estudos revelam que o tempo que uma mulher consegue ficar em uma perna só pode indicar como está seu envelhecimento físico
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 18:20
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
O teste reúne equilíbrio, força e coordenação, mas seus resultados precisam ser interpretados de acordo com a idade e não funcionam como um diagnóstico isolado
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Ficar em pé sobre uma perna parece uma tarefa simples, mas exige que diferentes sistemas do organismo trabalhem em conjunto. 

Para manter a posição, o cérebro precisa combinar informações da visão, do ouvido interno e da percepção corporal, além de coordenar músculos e articulações.

Por isso, o tempo alcançado nessa postura pode oferecer pistas sobre o envelhecimento neuromuscular, a mobilidade e o risco de quedas. 

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Ele não revela sozinho a “idade biológica” de uma mulher, mas ajuda a identificar mudanças que merecem atenção.

O que cada faixa de tempo pode indicar

Um estudo publicado em 2007 no Journal of Geriatric Physical Therapy, que avaliou 549 adultos saudáveis, estabeleceu valores de referência para o teste de equilíbrio sobre uma perna.

Considerando o melhor resultado de três tentativas com os olhos abertos, as mulheres permaneceram na posição, em média, por aproximadamente 41 segundos dos 50 aos 59 anos; 30 segundos dos 60 aos 69; 17 segundos dos 70 aos 79; e 11 segundos a partir dos 80 anos.

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Esses números não devem ser tratados como uma prova com aprovação ou reprovação. O desempenho pode mudar conforme o protocolo, a perna escolhida, o tipo de piso, o calçado e até o cansaço. 

Ainda assim, uma redução acentuada ou repentina merece ser avaliada por um profissional de saúde.

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O equilíbrio também envelhece

Em uma pesquisa da Mayo Clinic com pessoas saudáveis acima dos 50 anos, o tempo de permanência sobre uma perna foi o parâmetro que mais se deteriorou com a idade.

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Essa redução foi mais acentuada do que as mudanças observadas na força das mãos, dos joelhos e na caminhada, além de ocorrer de forma semelhante entre homens e mulheres.

Embora diminua naturalmente com a idade, o equilíbrio pode ser treinado.

É possível melhorar o equilíbrio com o tempo

Exercícios de força para pernas, quadris e abdômen, combinados a atividades que desafiem o controle corporal, podem ajudar a preservar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas. 

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Entre as opções estão caminhar em linha reta, colocando um pé imediatamente à frente do outro, levantar-se de uma cadeira sem usar as mãos, praticar tai chi ou permanecer sobre uma perna por períodos curtos.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que pessoas com 65 anos ou mais incluam atividades variadas que trabalhem o equilíbrio funcional e a força em pelo menos três dias da semana. 

O treino deve começar perto de uma parede ou de um móvel firme, especialmente para quem já apresenta instabilidade.

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Mais importante do que perseguir um número é acompanhar a evolução e realizar os movimentos com segurança. 

Dificuldade repentina, tontura, dor ou quedas frequentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde, pois alterações no equilíbrio também podem estar relacionadas à visão, ao ouvido interno, a medicamentos ou a condições neurológicas.

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