José Abellán, famoso cardiologista espanhol: 'Atingir 10 mil passos por dia é um mito; na realidade, são necessários menos'
Publicado em 6 de julho de 2026 às 12:01
Por Paula Alves | Colaboradora
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Estudo com mais de 110 mil pessoas indica que os benefícios para a saúde começam antes dos tradicionais 10 mil passos e mostra que o ritmo da caminhada também faz diferença
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Não há como negar que caminhar 10 mil passos por dia traz uma série de benefícios para a saúde cardiovascular, além de ajudar a manter a boa forma. Mas será que é realmente necessário atingir essa marca?

O cardiologista José Abellán respondeu a essa pergunta em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

Para esclarecer qual seria a quantidade ideal de passos, o especialista se baseou em um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology, conduzido por uma equipe internacional de cientistas que contou com pesquisadores da Universidade de Granada.

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O que diz a ciência

Segundo Abellán, a ideia de que é preciso caminhar exatamente 10 mil passos por dia é um mito. "O número é menor, e a forma como você caminha faz muita diferença", afirma o médico.

"Os pesquisadores analisaram um enorme banco de dados com mais de 110 mil participantes e conseguiram relacionar a quantidade de passos dados diariamente ao risco de mortalidade por qualquer causa e à ocorrência de eventos cardiovasculares, como um infarto", explica o cardiologista. Ele ressalta, porém, que a relação entre o número de passos e os benefícios para a saúde não é linear. "Existe uma faixa considerada ideal de passos por dia", esclarece.

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O número ideal é menor do que você imagina

Um dos achados mais relevantes do estudo é que o risco de mortalidade por qualquer causa começa a cair quando as pessoas atingem cerca de 8.700 passos diários — aproximadamente 1.300 passos a menos do que os tradicionais 10 mil. Mas esse não foi o único fator analisado.

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A pesquisa também levou em consideração a velocidade da caminhada, comparando pessoas que caminhavam devagar, em torno de 30 passos por minuto, com aquelas que mantinham um ritmo moderado, cerca de 60 passos por minuto, e com as que caminhavam rapidamente, entre 90 e 100 passos por minuto.

A velocidade também importa

Como destaca o cardiologista, "quem caminha um pouco mais rápido apresenta um prognóstico melhor do que quem caminha devagar". Ainda assim, ele reforça que não basta investir apenas em exercícios cardiovasculares.

Para o especialista, incluir o treinamento de força na rotina também é fundamental. A combinação das duas modalidades é o que oferece os maiores benefícios para a saúde.

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