Filippo Ongaro, médico especialista em longevidade: 'Uma pessoa sedentária de 50 anos pode compensar dois anos de inatividade com dois meses de exercícios na academia'
Publicado em 2 de setembro de 2026 às 13:33
Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
Falar sobre longevidade não significa esperar até atingir uma certa idade para começar a cuidar de si mesmo. Veja como você pode começar a incorporar bons hábitos
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Vivemos em uma sociedade em que queremos tudo para ontem, e dietas milagrosas ou restritivas ainda são vistas por muitas pessoas como o caminho mais rápido para alcançar seus objetivos. Mas será que elas realmente funcionam? A ciência, porém, aponta para outra direção: não é preciso fazer grandes esforços para cuidar da nossa saúde, tanto agora quanto no futuro; o mais importante é ter bons hábitos.

Mudanças simples, mas constantes, são as que realmente podem fazer diferença na nossa qualidade de vida. O especialista em longevidade Dr. Filippo Ongaro defende essa ideia e afirmou em entrevista que o mais importante é não encarar esses hábitos como uma obrigação, mas como algo que faz bem. 

"Para isso, preciso criar um novo sistema de recompensa e parar de ver o exercício ou a alimentação saudável como um sacrifício ou uma tarefa árdua. A neurociência também nos ajuda com isso, ou seja, a dosar a mudança e, assim, torná-la eficaz, principalmente para quem está começando do zero", explica.

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Incorporar mudanças saudáveis aos poucos é uma estratégia muito mais confiável do que tentar mudar completamente a rotina de uma hora para outra. Não se trata de sair de uma alimentação desregrada para uma dieta perfeita, ou do sedentarismo para exercícios todos os dias, mas sim de começar com metas possíveis de cumprir. Caminhar um pouco mais, comer mais frutas e verduras, passar menos tempo sentado...

De acordo com as evidências, um estudo que reuniu diversas meta-análises reforça a melhora dos participantes em aspectos como atividade física, alimentação, comportamento sedentário, sono e peso, por meio de intervenções que buscam mudar os hábitos de forma gradual e sustentável.

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Mas como começar a fazer essas mudanças? O médico dá algumas sugestões, como: "Quem nunca se exercitou pode começar caminhando 10 minutos por dia durante alguns meses. Obviamente, esse não é o nível ideal de atividade física, mas é suficiente para começar se você leva uma vida sedentária. Isso se tornará um hábito, o que gerará satisfação, e será fácil aumentar gradualmente o nível de atividade física. Na verdade, a pessoa naturalmente tentará aumentar sua atividade física aos poucos", garante ele.

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E quando o assunto é alimentação, como podemos começar a comer melhor e de forma mais saudável? "Não se trata de dietas drásticas, mas sim de pequenas mudanças. Você pode começar incluindo vegetais em todas as refeições e, quando isso se tornar um hábito, substituir os grãos refinados por grãos integrais", diz ele. 

"Quando isso também ficar fácil, você pode tentar montar o prato da seguinte forma: metade de vegetais e metade de grãos integrais e proteínas, como peixe, carne, leguminosas, ovos e laticínios. Aqui também, a chave é fazer tudo aos poucos, para não provocar mudanças bruscas que possam levar o cérebro a reagir negativamente", acrescenta.

Nunca é tarde demais para começar a cuidar de nós mesmos

No fim das contas, para viver mais e ter a melhor qualidade de vida possível, as decisões que tomamos todos os dias fazem toda a diferença. E o melhor é que nunca é tarde demais para começar essas pequenas mudanças: "Do ponto de vista biológico, existem benefícios para o corpo e o cérebro em qualquer idade: uma pessoa sedentária de 50 anos, por exemplo, pode compensar dois anos de inatividade com dois meses de exercícios na academia", afirma o Dr. Ongaro.

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A idade, portanto, não deve ser uma desculpa para deixar os hábitos saudáveis de lado. Pelo contrário, especialmente quando falamos de atividade física. De fato, cuidar do corpo também tem um impacto direto no cérebro e no bem-estar geral, segundo o especialista. Além disso, Filippo Ongaro reforça a importância de começar o quanto antes e quebra a ideia de que longevidade é um assunto apenas para quem já está na terceira idade.

"Graças à neurociência, também sabemos que nosso cérebro nunca para de aprender. Se a inércia inicial for superada, a atividade física leve proporciona enormes benefícios emocionais, em termos de qualidade do sono e níveis de energia, mesmo em adultos mais velhos. No entanto, quanto mais cedo você começar, melhores serão os resultados. Longevidade é um assunto para quem tem trinta anos", conclui o especialista.

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