A frase do Dalai Lama, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que continua válida mais de 30 anos depois: 'Não temos outra opção a não ser desenvolver um senso de responsabilidade universal'
Publicado em 8 de outubro de 2026 às 19:19
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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Em palestra de 1989, o líder espiritual destacou que cuidar dos outros é essencial em um mundo no qual ninguém vive isolado
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Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, tornou-se conhecido mundialmente pela defesa da paz, da compaixão e do diálogo. 

Líder espiritual tibetano, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1989 por promover soluções pacíficas, baseadas na tolerância e no respeito mútuo, para preservar a herança histórica e cultural de seu povo.

Sua mensagem ultrapassou fronteiras religiosas ao abordar uma questão que diz respeito a todos: como conviver em um mundo no qual nossas escolhas afetam outras pessoas?

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Em sua palestra por ocasião do Nobel, realizada em Oslo, em 1989, o Dalai Lama afirmou:

“Não temos outra opção a não ser desenvolver um senso de responsabilidade universal”.

Naquele momento, ele explicou que os problemas da humanidade não poderiam ser tratados como acontecimentos isolados. Guerras, poluição, pobreza e violações de direitos humanos estavam conectados e exigiam uma compreensão conjunta.

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Para ilustrar essa dependência, lembrou que um acidente nuclear em um país poderia comprometer a saúde e o sustento de populações distantes. Da mesma forma, a paz em uma região também poderia beneficiar outras.

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O ponto de partida dessa responsabilidade, segundo o líder, era reconhecer que todos buscamos felicidade e procuramos evitar o sofrimento. Ignorar as necessidades alheias para perseguir apenas os próprios interesses poderia prejudicar os outros e a nós mesmos.

Ele também ressaltou que a responsabilidade pela paz não pertencia exclusivamente aos governantes: cada pessoa tinha uma participação nessa construção.

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Essa reflexão pode ser relacionada à empatia. Quando reconhecemos que o outro também tem medos, desejos e dificuldades, fica mais fácil considerar suas necessidades nas nossas decisões. 

Mais de três décadas depois, a frase permanece como um convite a pensar no bem-estar para além da própria vida.

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