Este é o hábito digital que mais influencia o bem-estar: é o que revela o Relatório Mundial da Felicidade de 2026
Publicado em 26 de julho de 2026 às 09:04
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Estudo que reúne dados de mais de 140 países mostra que o maior impacto da internet sobre a felicidade pode estar menos no tempo de tela e mais na influência exercida pelo círculo social
Veja + após o anúncio

A fronteira entre a vida real e a online vem se tornando cada vez mais tênue, alimentando debates entre especialistas nos últimos anos.

Além de investigar os novos tipos de relação entre as pessoas e a internet – especialmente entre os mais jovens, que já crescem conectados às telas desde cedo –, pesquisadores também buscam compreender os possíveis impactos negativos dessa imersão tecnológica na vida cotidiana.

O que diz o Relatório Mundial da Felicidade de 2026

O Relatório Mundial da Felicidade de 2026 trouxe muitas dessas questões para o centro da discussão. Divulgado em 20 de março de 2026, data em que é celebrado o Dia Internacional da Felicidade, o estudo anual é considerado uma das principais referências globais sobre bem-estar subjetivo.

Veja + após o anúncio

Produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, o relatório reuniu dados de entrevistados de mais de 140 países para analisar como eles avaliam a própria vida e identificar os fatores mais associados ao bem-estar na era digital.

Veja também
A psicologia afirma que as pessoas que nunca postam nas redes sociais não buscam apenas privacidade, mas também não sentem necessidade de validação externa
O impacto invisível dos hábitos digitais coletivos

Embora a Finlândia tenha liderado o ranking dos países mais felizes do mundo pelo nono ano consecutivo, o relatório apresentou algumas conclusões inéditas.

Uma delas é que os jovens da América do Norte e da Europa Ocidental estão significativamente menos felizes do que há cerca de 15 anos e que o crescimento do uso das redes sociais coincide com essa queda de bem-estar – embora a relação seja complexa e varie conforme idade, país e contexto social.

Veja + após o anúncio

Além disso, um dos achados mais interessantes da pesquisa, que surpreendeu muitos especialistas, foi que o maior impacto negativo não decorre apenas do tempo de uso da internet, mas também do ambiente social em que esse uso acontece.

Em outras palavras, o problema está menos no tempo que uma pessoa passa online e mais no fato de o uso intenso das redes se tornar a norma entre amigos e colegas.

Quando o uso das redes se torna uma norma social

Isso não significa que o tempo de tela deixe de preocupar os especialistas. No entanto, o relatório sugere que muitas pessoas acabam ficando mais horas em frente aos celulares, tablets e outros tipos de tela menos por uma necessidade individual e mais por uma pressão social.

Veja + após o anúncio

Mesmo quando não deseja permanecer conectado o tempo todo, o indivíduo acaba sendo levado para o ambiente digital porque todos ao seu redor também estão.

Os pesquisadores apontam que esse processo acontece porque o comportamento digital de um grupo ajuda a definir aquilo que seus integrantes consideram normal. 

Dessa forma, permanecer conectado deixa de ser apenas uma escolha individual e passa a ser influenciado pelas expectativas sociais do próprio círculo.

Veja + após o anúncio

Nesse contexto, o relatório reforça que promover um uso mais saudável da tecnologia vai além de reduzir o tempo de tela. Ele passa também por repensar os hábitos digitais compartilhados em nossos círculos sociais, já que eles exercem influência direta sobre a forma como nos conectamos e, consequentemente, nosso bem-estar.

Últimas Notícias
Últimas Notícias
Tendências
Todos os famosos
Top notícias da semana