O posicionamento oficial do Rock in Rio sobre streamer que perdeu um dedo ao pular grade em área restrita
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 18:10
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
LODK tinha ingresso para o festival, mas tentou encontrar uma possível falha na segurança do Rock in Rio quando sofreu o acidente durante uma live
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O Rock in Rio se manifestou oficialmente sobre o acidente envolvendo o streamer LODK, que perdeu o dedo anelar da mão direita após tentar atravessar uma grade nos arredores da Cidade do Rock. O episódio aconteceu na madrugada entre sexta-feira (4) e sábado (5), durante uma transmissão ao vivo, e chamou atenção nas redes sociais pela forma inusitada como o influenciador se feriu.

Em comunicado enviado à imprensa nesta terça (8), o festival lamentou o ocorrido e fez um alerta sobre os riscos de tentar acessar o evento por caminhos não autorizados. Segundo a organização, o ponto onde LODK tentou entrar pertence ao perímetro da Cidade do Rock, mas está fora do chamado raio de acesso legal ao festival.

A manifestação também detalhou parte do aparato utilizado para proteger o espaço durante o Rock in Rio 2026, que inclui milhares de profissionais, câmeras, inteligência artificial, drones, radares e equipamentos individuais de monitoramento.

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Rock in Rio diz que área tinha acesso restrito e monitoramento

De acordo com o posicionamento oficial, o local utilizado por LODK não era uma entrada destinada ao público. A organização explicou que a área possui câmeras de monitoramento e acessos restritos, sendo permitida apenas a circulação de pessoas autorizadas e credenciadas. O festival também reforçou que considera perigosa qualquer tentativa de invasão por meio de grades ou outras estruturas.

"O Rock in Rio lamenta profundamente o ocorrido", afirmou a organização. A manifestação veio depois de o próprio streamer explicar que sua intenção era justamente encontrar uma possível vulnerabilidade na segurança do festival para transformá-la em conteúdo!

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Streamer tinha ingresso, mas queria testar segurança do festival

Apesar de possuir ingresso para o Rock in Rio, LODK decidiu procurar uma maneira alternativa de acessar a Cidade do Rock antes de entrar oficialmente no evento. Segundo o próprio influenciador, ele e um amigo estavam produzindo uma live e buscavam possíveis falhas no perímetro.

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O streamer, que produz transmissões no formato IRL - sigla para "in real life", ou "na vida real" - contou ao g1 que os dois passaram pela região procurando um ponto vulnerável. Em determinado momento, encontraram uma grade próxima a um posto de combustíveis e decidiram tentar atravessá-la. Foi durante essa tentativa que aconteceu o acidente.

LODK usava um anel no dedo anelar da mão direita. Ao passar pela grade, a joia ficou presa na estrutura metálica. Ele conseguiu chegar ao outro lado, mas o dedo ficou preso.

"Foi tudo ao vivo. A gente decidiu fazer um conteúdo para mostrar uma possível falha na segurança do Rock in Rio. Estávamos andando pela região e encontramos um lugar sem vigilância, perto de um posto de gasolina. Meu anel ficou preso na grade junto com o dedo". disse ele ao veículo. 

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Segundo o relato dado pelo streamer, ele não percebeu imediatamente a dimensão do ferimento. Foi o amigo que o acompanhava quem percebeu que o dedo havia ficado preso na grade: "Pedi para ele pegar meu dedo, falei com a segurança e saí dali de mototáxi".

Acidente aconteceu durante live

A tentativa de acesso foi registrada durante a transmissão. O episódio acabou circulando nas redes sociais e chamou atenção porque o streamer estava produzindo conteúdo no momento em que se feriu.

Depois do acidente, LODK foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde passou por cirurgia. A unidade confirmou o procedimento e informou que o paciente recebeu alta. "Na hora não senti nada. Só doeu quando fui fazer o curativo. Nunca tinha quebrado um braço nem passado por uma cirurgia. Foi a primeira vez que operei alguma coisa", explicou ele.

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Após deixar o hospital, o streamer reconheceu que se arrependeu da decisão. "Sim, eu me arrependo. Mas estou bem, tranquilo. Como eu sempre falo, transformo meus desastres em piada. Mas preferia ter ainda todos os dedos", lamentou.

LODK também disse que pretende ser mais cauteloso nas próximas transmissões, embora não tenha intenção de abandonar as lives realizadas nas ruas. O influenciador explicou que esse tipo de conteúdo faz parte de sua rotina e que costuma viajar e transmitir suas experiências em tempo real.

O que o Rock in Rio diz sobre a própria segurança

Além de lamentar o acidente, o Rock in Rio aproveitou o comunicado para apresentar números relacionados ao sistema de segurança do festival. Segundo a organização, mais de 2 mil vigilantes especializados trabalham em tempo integral durante o evento.

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O festival também informou que mantém um Centro de Controle Operacional instalado dentro do Parque Olímpico. A estrutura monitora 152 câmeras, sendo que 40 delas contam com sistemas de inteligência artificial instalados em pontos considerados estratégicos.

De acordo com a organização, a tecnologia permite acompanhar a quantidade de pessoas em tempo real, fazer classificações demográficas por gênero e faixa etária e analisar o fluxo e a permanência do público por meio de mapas de calor.

O sistema também é utilizado para identificar objetos abandonados considerados suspeitos e reforçar a proteção do perímetro, inclusive com a identificação de possíveis acessos e invasões em áreas restritas.

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Festival também utiliza drones, radares e bodycams

A estrutura apresentada pelo Rock in Rio não se limita às câmeras fixas. Segundo a nota, o perímetro do evento é monitorado por quatro drones, incluindo um modelo com sistema de Dockstation utilizado no sobrevoo do entorno da Cidade do Rock.

A organização também afirmou utilizar radares para detectar antecipadamente movimentações em áreas consideradas sensíveis. Outro recurso citado são 20 bodycams, equipamentos utilizados pelas equipes de segurança em campo capazes de gravar e transmitir áudio e imagens em alta resolução em tempo real. De acordo com o Rock in Rio, os dispositivos ajudam no registro das ocorrências e na produção de evidências durante a atuação dos profissionais.

Confira a nota do Rock in Rio na íntegra:

O Rock in Rio lamenta profundamente o ocorrido e ressalta o quanto é perigoso tentativas de invasão pulando grades ou cometendo outras ações arriscadas para entrar no festival de forma irregular e por áreas não autorizadas. A organização do festival esclarece que o local por onde ele entrou faz parte do perímetro da Cidade do Rock, mas fora do raio de acesso legal ao festival. Esse local conta com câmeras de monitoramento, tem acessos restritos e só entram pessoas autorizadas e com credenciais. O Rock in Rio reitera que para garantir a segurança do festival conta com mais de 2 mil vigilantes especializados dedicados em tempo integral à segurança do festival. 

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Um Centro de Controle Operacional instalado dentro do Parque Olímpico controla 152 câmeras de monitoramento, tem sistema de Inteligência Artificial em 40 câmeras instaladas em pontos estratégicos, com capacidade de controlar a contagem de pessoas em tempo real, fazer classificação demográfica por gênero e faixa etária, monitorar o fluxo e a permanência do público por meio de mapa de calor, detectar objetos abandonados suspeitos, realizar o monitoramento para reforçar a proteção perimetral com identificação de acessos e invasões em áreas restritas e realizar detecção de loitering (permanência prolongada fora do padrão definido).

Além disso, há monitoramento por quatro drones, sendo um drone Dockstation que sobrevoam o entorno do perímetro, além de contar com radares, para detecção antecipada de movimentações em áreas sensíveis. A equipe de vigilantes também conta com o apoio de 20 bodycams com capacidade para gravação e transmissão de áudio e imagem de alta resolução em tempo real, utilizadas pelas equipes de segurança em campo para registro e geração de evidências

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