Warren Buffett, empresário de 95 anos, e seu precioso conselho a recém-formado de Stanford: 'Na sua idade, a melhor maneira de se aperfeiçoar é aprender a se comunicar melhor'
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 19:01
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O magnata dá uma aula sobre a habilidade que a inteligência artificial não pode substituir nem ensinar no ambiente de trabalho
Warren Buffett, empresário de 95 anos, e seu precioso conselho a recém-formado de Stanford: 'Na sua idade, a melhor maneira de se aperfeiçoar é aprender a se comunicar melhor' Há décadas, Warren Buffett compartilha conselhos simples que, com o passar do tempo, costumam se mostrar surpreendentemente atuais Em um momento em que a inteligência artificial é capaz de escrever e-mails, resumir reuniões e preparar planos de negócios, conselhos como o do investidor de 95 anos são fundamentais Durante uma conversa com um jovem formado em Stanford, o empresário explicou que, na idade dele, uma das melhores coisas que poderia fazer era aprender a se comunicar melhor A comunicação se transformou em uma espécie de multiplicador. Nos próximos anos, os líderes que mais se destacarão serão aqueles capazes de transformar informações complexas em ideias fáceis de entender

Há décadas, Warren Buffett compartilha conselhos simples que, com o passar do tempo, costumam se mostrar surpreendentemente atuais.

Um deles é especialmente relevante em 2026, quando a inteligência artificial é capaz de escrever e-mails, resumir reuniões, preparar planos de negócios e criar apresentações em questão de segundos.

Nesse novo cenário, porém, saber se comunicar como um ser humano pode se transformar em uma verdadeira vantagem competitiva — e Buffett entende bastante do assunto.

Durante uma conversa com um jovem formado em Stanford, o empresário explicou que, na idade dele, uma das melhores coisas que poderia fazer era aprender a se comunicar melhor.

Seu argumento era simples: os resultados que uma pessoa alcança ao longo da vida podem ser multiplicados se ela aprender a transmiti-los de maneira mais eficaz.

O investidor, inclusive, já contou mais de uma vez que o único diploma que mantém exposto em seu escritório é o certificado de um curso de comunicação de Dale Carnegie, concluído em 1952.

Por que se comunicar bem importa ainda mais na era da IA

O conselho pode parecer óbvio, mas sua importância aumentou enormemente com a chegada da inteligência artificial.

Essas ferramentas, no entanto, ainda não conseguem conquistar a confiança de alguém, inspirar uma pessoa, resolver um conflito ou fazer com que ela sinta que foi realmente ouvida e compreendida da mesma maneira que um ser humano.

Por isso, a comunicação se transformou em uma espécie de multiplicador.

Nos próximos anos, os líderes que mais se destacarão não serão necessariamente aqueles que souberem escrever os melhores prompts, mas os que forem capazes de transformar informações complexas em ideias fáceis de entender, transmitir uma visão convincente, fazer boas perguntas e construir relações autênticas.

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Uma comunicação realmente eficaz começa quando substituímos as suposições pela curiosidade. 

É muito fácil acreditar que sabemos por que alguém pensa de determinada maneira ou por que agiu como agiu. O problema é que, muitas vezes, estamos errados.

Em vez de preparar imediatamente uma resposta para defender nossa posição, é muito mais útil fazer outra pergunta. Em vez de tentar provar que estamos certos, é melhor procurar entender o que a outra pessoa pensa e por quê.

Nesse sentido, uma pesquisa do Greater Good Science Center, da Universidade da Califórnia em Berkeley, apontou que a curiosidade pode ajudar a construir relações mais sólidas e favorecer uma conexão melhor entre as pessoas.

Antes de tirar conclusões, basta fazer a si mesmo duas perguntas muito simples: “Que informação está faltando?” e “Estou tentando provar que tenho razão ou realmente quero entender?”. 

Essa pequena mudança de postura pode evitar uma enorme quantidade de mal-entendidos.

Há ainda outro elemento que costuma passar despercebido: a capacidade de ouvir

Em meio a notificações, celulares, e-mails e todo tipo de distração, prestar verdadeira atenção se tornou algo bastante raro.

Ouvir de fato significa não ficar preparando mentalmente uma resposta enquanto a outra pessoa ainda está falando. Significa deixar o celular de lado, fazer perguntas quando necessário e demonstrar que compreendeu o que o outro acabou de dizer antes de oferecer uma solução.

Embora Buffett tenha recebido seu certificado de Dale Carnegie há mais de sete décadas, a ideia que aprendeu naquela época não poderia ser mais atual. 

A tecnologia continuará transformando nossa maneira de trabalhar, e a inteligência artificial seguirá assumindo tarefas que antes exigiam horas de trabalho humano.

Mas há algo que não muda: nós ainda precisamos confiar uns nos outros, sentir que somos compreendidos e saber para onde estamos indo.

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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
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Bem-estar Lifestyle