Irmão de Virgínia Fonseca é condenado por importunação sexual após reviravolta na Justiça; entenda o caso
Publicado em 9 de julho de 2026 às 16:08
Por Pedro Henrique Cabo | Colaborador
Geek fashionista que canta 'Let It Go' no chuveiro, trata 'O Diabo Veste Prada' como religião e escolheu Piplup como seu inicial. Jornalista metido a designer, cinéfilo de Letterboxd e amante das artes.
William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, foi condenado por importunação sexual após o TJ-GO reformar parcialmente a sentença que o havia absolvido em primeira instância
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William Pimenta Gusmão, irmão da influenciadora Virginia Fonseca, foi condenado por importunação sexual após uma reviravolta na Justiça de Goiás. Segundo informações publicadas pelo portal LeoDias, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) reformou parcialmente a sentença que havia absolvido o empresário em primeira instância e concluiu que havia provas suficientes para condená-lo por um dos episódios narrados na denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO).

O julgamento ocorreu na última terça-feira (7), após recurso apresentado pela vítima, Rauriceia Martins da Costa. Por unanimidade, os desembargadores decidiram condenar William apenas pelo primeiro dos dois fatos investigados, mantendo a absolvição em relação ao segundo episódio por entenderem que não havia elementos suficientes para uma condenação.

A decisão representa uma mudança em relação ao entendimento adotado em fevereiro de 2025, quando o empresário havia sido absolvido porque o juízo considerou insuficiente o conjunto de provas reunidas até aquele momento.

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Entenda o episódio que levou à condenação

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os fatos ocorreram durante a festa "Revoada", realizada em 2 de abril de 2023, em Jussara, no interior de Goiás.

Segundo o relato da vítima, o primeiro episódio aconteceu quando ela pediu para tirar uma foto com William. Enquanto uma amiga registrava um boomerang, o empresário teria colocado a mão por dentro de sua calça e tocado suas partes íntimas sem consentimento.

Ainda conforme o portal, Rauriceia afirmou que ficou paralisada diante da situação e só conseguiu deixar o local acompanhada da esposa, Juliana da Silva. Em seguida, contou imediatamente o que havia acontecido à companheira e também relatou o episódio a uma amiga, que afirmou ter observado a cena à distância.

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Ao reavaliar o processo, os desembargadores entenderam que esse conjunto de provas era suficiente para reconhecer a prática de importunação sexual, prevista no artigo 215-A do Código Penal.

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Segunda acusação terminou com absolvição

A denúncia também apontava um segundo episódio ocorrido pouco tempo depois, na área de estacionamento da festa. Segundo os autos, William teria voltado a abordar Rauriceia alegando que procurava um amigo e novamente colocado as mãos por dentro da roupa dela. Nesse momento, conforme o relato da vítima, Juliana teria reagido perguntando: "Até que horas você vai enfiar a mão na roupa dela?".

O casal afirmou ainda que decidiu registrar uma eventual nova abordagem em vídeo e procurou um segurança para comunicar o ocorrido. Apesar dos depoimentos, a Câmara Criminal concluiu que não havia provas suficientes para confirmar esse segundo episódio. Assim, a condenação ficou restrita ao primeiro fato descrito na denúncia.

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Processo passou por diferentes reviravoltas

O caso percorreu diferentes etapas antes da decisão definitiva.

Depois da absolvição em primeira instância, Rauriceia recorreu ao Tribunal de Justiça. Em uma fase anterior da análise da apelação, a própria Câmara Criminal chegou a entender que William poderia receber uma proposta de suspensão condicional do processo em relação ao primeiro episódio, benefício previsto para casos que atendem a determinados requisitos legais.

Ainda de acordo com o veículo, o processo retornou ao juízo de origem para que o Ministério Público formalizasse essa proposta. A defesa, no entanto, recusou o benefício.

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Com a negativa, os autos voltaram ao Tribunal para novo julgamento. Foi nessa etapa que os desembargadores reformaram parcialmente a sentença e condenaram William exclusivamente pelo primeiro ato de importunação sexual. A decisão, inclusive, divergiu do parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, que havia defendido a manutenção da absolvição.

Caso teve desdobramentos desde 2023

Conforme noticiado pelo LeoDias e confirmado pelo Metrópoles, o caso começou em abril de 2023, quando Rauriceia Martins da Costa procurou a Polícia Civil para denunciar que havia sido vítima de importunação sexual durante a festa em Jussara.

A investigação passou por sucessivas reviravoltas. Em um primeiro momento, a mulher chegou a ser indiciada por falsa acusação após a conclusão inicial da Polícia Civil. Posteriormente, o Ministério Público determinou novas diligências para aprofundar as investigações.

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Após a continuidade da apuração, Rauriceia voltou a ser indiciada, desta vez pelos crimes de denunciação caluniosa e ameaça. Sua esposa, Juliana da Silva, também foi indiciada por falso testemunho.

Mesmo assim, o Ministério Público entendeu que havia elementos suficientes para denunciar William por importunação sexual. A denúncia foi apresentada em setembro de 2023, tornando o empresário réu em dezembro do mesmo ano. Em fevereiro de 2025, ele foi absolvido por falta de provas.

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