Leonardo DiCaprio comprou por 1,75 milhão de dólares uma ilha em Belize para preservar seu ecossistema: ator restaurou 104 hectares de vegetação nativa para recuperar a biodiversidade e desenvolver um complexo turístico sustentável
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 14:07
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Por Hernane Freitas | Colaborador TV e celebs
Amante do universo pop e das celebridades em geral. Não vivo sem música, uma boa xícara de chá verde e te dou as melhores recomendações de doramas.
Conhecido por sua luta pelo meio ambiente, Leonardo DiCaprio deu um passo ousado ao investir milhões em uma ilha desabitada. O plano parecia revolucionário: unir luxo e conservação para criar um marco no ecoturismo mundial
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A preservação ambiental tem sido uma das principais causas defendidas por Leonardo DiCaprio fora das telas, uma vez que o ator também investe em iniciativas voltadas à proteção da natureza. Em 2005, ele comprou por US$ 1,75 milhão (R$ 8,8 milhões) a ilha desabitada de Blackadore Caye, na costa de Belize, com a proposta de recuperar áreas degradadas e desenvolver um projeto de turismo sustentável.

A propriedade chamou a atenção do artista durante uma viagem de férias. Apesar da beleza natural, ele identificou problemas ambientais na região, como erosão costeira, pesca excessiva e perda de manguezais. A ideia de Leonardo DiCaprio era transformar a ilha em um exemplo de como a atividade turística poderia financiar a recuperação de ecossistemas.

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O plano de Leonardo DiCaprio com a ilha 

Em entrevista ao 'The New York Times', publicada em 2015, Leonardo DiCaprio explicou que pretendia conciliar a conservação ambiental com o desenvolvimento econômico. O projeto foi apresentado como Blackadore Caye, uma Ilha Restauradora, e desenvolvido em parceria com o arquiteto Jason McLennan.

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O plano previa a construção de 68 vilas, 48 residências privadas e uma reserva natural que ocuparia aproximadamente metade da ilha. A proposta também incluía a restauração dos manguezais, a proteção de espécies marinhas e a adoção de medidas para reduzir os impactos ambientais das instalações.

Entre as iniciativas planejadas estavam o uso de energia renovável, a gestão responsável da água e a redução da produção de resíduos e do consumo de plásticos. O complexo também teria espaços dedicados ao bem-estar, com tratamentos associados ao Centro Deepak Chopra.

"O principal objetivo é fazer algo que mude o mundo. Eu não teria conseguido ir para Belize, construir em uma ilha e fazer algo assim, se não fosse pela ideia de que isso poderia ser um marco no movimento ambientalista", disse o ator, em declarações divulgadas pela Spa Business.

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Projeto de Leonardo DiCaprio gerou críticas

Apesar da proposta, o empreendimento também provocou questionamentos de organizações ambientalistas e pescadores locais, que demonstraram preocupação com os possíveis efeitos da construção de um resort de luxo em uma região costeira sensível.

Entre os pontos levantados estavam os impactos das obras sobre o ecossistema e o risco de restrições ao acesso a áreas utilizadas para a pesca. O transporte de visitantes até a ilha também foi citado como uma questão a ser considerada. Diante das preocupações, alguns elementos do projeto original foram descartados, entre eles uma pista de pouso e determinadas estruturas sobre a água. 

O desenvolvimento, porém, enfrentou atrasos e não avançou conforme o planejamento. Desta forma, apesar do ator ter restaurado 104 hectares de vegetação nativa, o resultado não foi como o esperado e acabou não saindo do papel.

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