Para garantir vaga nas oitavas de final da Copa 2026 contra o Japão nesta segunda-feira (29, 14h, de Brasília), o Brasil conta com os gols de Vini Jr., um dos artilheiros do Mundial, e Matheus Cunha no ataque. Já na defesa, Alisson Becker, considerado um dos jogadores mais bonitos do torneio, tenta não ser vazado pela terceira partida seguida.
Aos 33 anos, o gaúcho de Novo Hamburgo e hoje jogador do Liverpool (Inglaterra) disputa a sua terceira Copa do Mundo e vem chamando atenção não pelo desempenho entre as traves como também por um vermelhidão no rosto. Trata-se de uma doença inflamatória crônica dos vasos da pele, a rosácea.
"(Ocorre) principalmente no centro, devido a uma dilatação dos vasos da região, com consequente aumento do fluxo sanguíneo. Além disso, alguns pacientes também relatam sensação de calor", explica a dermatologista dra. Glauce Eiko. O quadro pode levar desde o ressecamento dos olhos até, em casos mais graves, pápulas (lesão na pele) e pústulas (bolhas/elevações preenchidas com pus).
Mas o que diferencia a rosácea, presente na pele do goleiro do Brasil, da acne? "(A rosácea) não apresenta cravos e causa vermelhidão persistente com muitos vasinhos visíveis, o que não ocorre no quadro acneico. A localização das condições também ajuda a diferenciá-las, pois a acne é encontrada em várias áreas da face, pescoço e costas, enquanto a rosácea afeta principalmente a região do nariz, bochechas e queixo", aponta a especialista.
E alguns fatores podem favorecer a irritação de pele com rosácea, como a exposição ao sol, calor - que já provocou mal-estar em Alex Escobar - , frio, mudanças bruscas de temperatura, banhos quentes, bebidas alcoólicas ou muito quentes, alimentos com pimenta, exercício físico intenso, estresse, ida à sauna e cosméticos agressivos, além dos produtos com álcool ou fragrâncias.
Mas e a origem da rosácea? Um dos motivos tem a ver com a genética. "Além disso, a condição pode estar associada a alterações nos vasos sanguíneos da face e a uma resposta inflamatória exacerbada da pele, além de ser influenciada por fatores emocionais, como estresse contínuo e ansiedade", prossegue a médica especialista, fazendo um alerta.
"Sem tratamento, a rosácea pode evoluir para um quadro mais grave chamado de rinofima, uma complicação marcada pelo espessamento progressivo da pele do nariz, que pode se tornar mais volumoso, irregular, avermelhado e com poros dilatados, com surgimento de deformidades e impacto estético importante", aponta. Como não há cura para a rosácea, a doença crônica tem como foco os sintomas no tratamento
"Além de evitar os gatilhos, o uso de protetor solar e cosméticos hidratantes hipoalergênicos é indispensável na rotina diária. O médico também pode indicar ativos tópicos calmantes para reduzir o rubor e, quando há a presença de pápulas e pústulas, podem ser prescritos medicamentos tópicos ou orais, como antibióticos e anti-inflamatórios. Já vasinhos aparentes e vermelhidão mais resistente podem ser tratados com tecnologias como laser e luz intensa pulsada", conclui.