Sasha Meneghel revelou alergia a carne e camarão e, por isso, recorre a alimentos como espinafre e tofu na sua dieta vegana. Após viver rumor de primeira gravidez, a filha de Xuxa e Luciano Szafir não se considera uma pessoa chata para comer e que não tem medo algum de fazer exames de sangue.
Do contrário, quando se submete a hemograma sente-se como tendo um dia princesa. E voltando a falar da alimentação de Sasha, como uma pessoa alérgica a carne vermelha pode manter uma dieta em dia sem que haja deficiência nutricional? Que alimentos se deve consumir?
Por isso, o Purepeople procura a médica nutróloga dra.Marcella Garcez. "A alergia à carne vermelha é uma condição rara, mas pode ocorrer, como na chamada síndrome alfa-gal ou em outras formas de alergia às proteínas da carne. Nesses casos, a exclusão da carne não significa, necessariamente, deficiência nutricional, desde que a alimentação seja bem planejada", salienta.
E como podemos obter essas importantes proteínas? "Ovos, leite e derivados (quando não houver restrição), peixes e aves, se forem tolerados", enumera a especialista, fazendo uma ressalva para quem não se alimenta de nada de origem animal. "Boas opções incluem soja e seus derivados (tofu, tempeh, edamame), leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha, além de oleaginosas e sementes. A combinação de diferentes fontes vegetais ao longo do dia permite atingir adequada oferta de aminoácidos essenciais", detalha a dra.Marcella.
Mesmo com a substituição, é preciso ter um cuidado especial em relação às vitaminas e minerais, detalha a nutróloga, principalmente à B12, ferro, zinco e vitamina D, em alguns casos. "Enquanto ovos e laticínios podem suprir parte dessas necessidades em indivíduos ovolactovegetarianos, pessoas com dieta totalmente vegetal frequentemente necessitam de suplementação de vitamina B12 e podem precisar de monitorização laboratorial para avaliar ferro, zinco e outros micronutrientes", frisa.
Ainda segundo a dra.Marcella, se feita de forma adequada a substituição da carne por outros alimentos garante o aporte tanto de proteínas quanto da maior parte dos nutrientes. Mas a profissiona alerta: "A suplementação não deve ser utilizada como substituta de uma alimentação equilibrada, mas sim quando há deficiência comprovada, maior necessidade fisiológica ou impossibilidade de atingir as recomendações apenas pela dieta".
Por isso não existe um padrão e os casos devem ser analisados um a um. "A decisão sobre suplementar deve ser individualizada, baseada na história clínica, no padrão alimentar e, quando indicado, em exames laboratoriais", explica. "O acompanhamento por um médico é importante para garantir que a dieta permaneça nutricionalmente completa e segura, evitando tanto deficiências quanto suplementações desnecessárias", conclui.
player2