Parece um thriller psicológico, mas é a história real que alcançou o topo das paradas em 66 países; trama viciante envolve influenciadora e assassinato
Publicado em 29 de junho de 2026 às 20:27
Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Uma obra tão perturbadora e devastadora quanto viciante de assistir
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Se você é fã de true crime, então não pode perder o mais recente documentário que chegou à Netflix. Uma história inquietante sobre um suposto acidente de carro que pode ter sido provocado.

Estamos falando de “Colisão, Acidente ou Homicídio”, que já está no topo das paradas em 66 países e expõe em detalhes o caso de Mackenzie Shirilla, uma jovem condenada por causar o acidente de carro em que morreram seu namorado, Dominic Russo, e seu amigo, Davion Flanagan, em 2022.

O curioso é que, para saber mais sobre a vida da suposta criminosa, mergulhamos em seu perfil nas redes sociais, e não apenas em seu entorno.

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A vida nas redes sociais vira prova no tribunal 

O TikTok de Mackenzie Shirilla acaba se transformando em uma espécie de prova contra ela mesma. Selfies, vídeos em que aparece se maquiando diante da câmera, fumando maconha e outras publicações nas quais ela é a grande protagonista de seu perfil são intercalados com imagens do acidente, a ponto de a imprensa passar a interpretar seu comportamento.

Com base no conteúdo publicado pela própria jovem, alguns veículos chegaram a afirmar que sua personalidade seria compatível com a de alguém obcecado por atenção e com uma empatia praticamente inexistente.

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Nos vídeos, é possível conhecer um pouco da vida da jovem, uma aspirante a modelo e influenciadora que, aos 17 anos, já somava mais de 200 mil seguidores no Instagram.

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Ela havia acabado de se formar no ensino médio, gostava de sair para festas com os amigos e usava as redes sociais para compartilhar aquilo que queria mostrar ao público. No entanto, mais tarde, essas mesmas publicações acabariam sendo usadas contra ela.

Além disso, o documentário mostra como um sistema judiciário aparentemente insuficiente recorre a outras fontes para embasar suas decisões quando as provas convencionais se esgotam.

Mais perturbador do que um filme de terror

Saber que tudo o que aparece na tela aconteceu de verdade torna a experiência ainda mais inquietante. O documentário mostra como a internet pode se voltar contra uma pessoa, vasculhar sua pegada digital e, com uma facilidade impressionante, construir uma versão distorcida de quem ela supostamente é.

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É um true crime, mas deixa a mesma sensação de um bom filme de terror psicológico. Mesmo assim, é uma produção que merece ser assistida.

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