"Florais? Para a primavera? Que original..." A icônica frase de Miranda Priestly, personagem de Meryl Streep em "O Diabo Veste Prada", lembra que estilo vai muito além do óbvio. Mas por que não seguir o conselho contrário? E, quando o assunto é perfume, a chegada da primavera também pode ser uma oportunidade de ir pelo caminho mais previsível.
Pensando na estação que antecede o verão, fragrâncias com propostas frescas, cítricas, florais e aquáticas podem ganhar espaço na nécessaire. Foi justamente por isso que decidi dar uma nova chance a algumas colônias que já estavam na minha lista de desejos durante o inverno e deixar de lado o preconceito de que esse tipo de perfume é "coisa de vovó".
Para a primavera, reuni três fragrâncias com propostas diferentes, mas que têm em comum uma característica: o frescor aparece como protagonista, sem deixar de lado a sofisticação.
Criado em 2009 pelo perfumista Jean-Claude Ellena, o Eau de Pamplemousse Rose, da Hermès, coloca a toranja no centro da composição e explora seu encontro com a rosa.
Segundo a descrição da fragrância, a colônia é cítrica e frutada, associando a toranja vibrante às delicadas notas de rosa. A proposta é traduzida na classificação de emoção olfativa como "Fresco, Delicado", enquanto as principais matérias-primas são justamente toranja e rosa.
Até o frasco segue essa identidade: o modelo em formato de lanterna é apresentado em um verde vívido, enquanto a caixa laranja recebe uma faixa contrastante que remete à cor do vidro. A Coleção Colognes Hermès é descrita como um espaço de exploração sensorial dos materiais, reunindo fragrâncias pensadas para pessoas de diferentes sexos e idades, sem ficar presa às modas ou às estações.
Para quem prefere uma fragrância feminina e envolvente, a Ninfa das Águas, da L'Occitane au Brésil, aparece com uma proposta inspirada na delicadeza e na sofisticação das águas amazônicas.
A deo colônia combina notas aquáticas frescas, um corpo floral transparente e um fundo ambarado cremoso. A fragrância também contém extrato de Vitória-régia, elemento que faz parte de sua inspiração.
Na saída, aparecem toranja, mandarina e pera. No coração, a composição reúne rosa damascena, rosa e muguet. Já no fundo estão âmbar, patchouli e musk. A descrição da marca apresenta a fragrância como uma opção para mulheres que emanam mistério e delicadeza, com uma proposta envolvente e sofisticada.
A terceira escolha é o Cristalle Eau Verte, da Chanel, descrito como um floral-verde-fresco, delicado e leve. A composição gira em torno da harmonia da magnólia, apresentada de maneira transparente e sutil. Os cítricos aparecem antes das notas florais suaves da magnólia, enquanto o perfume deixa na pele um rastro de absoluto de jasmim e lírio.
Segundo a Chanel, o Cristalle se inspira no gosto de Gabrielle Chanel pela vida ao ar livre e em uma feminilidade natural, mas sofisticada. O próprio nome da fragrância remete à transparência e à pureza de sua proposta.
O Cristalle Eau Verte é apresentado como uma interpretação do Cristalle, com uma variação construída ao redor da magnólia. As notas de hesperídeos e jasmins foram recompostas a partir de matérias-primas descritas como mais puras.