Creatina depois dos 55 anos: uma nova regra da Anvisa sobre o suplemento pode impactar a sua dieta; nutricionista explica: 'Uma discussão que já vinha ganhando espaço na ciência'
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 14:18
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Por Paula Alves | Colaboradora
Jornalista apaixonada por cinema, streaming e entretenimento. Sempre em busca de boas histórias para contar.
Nova alegação se aplica ao consumo diário associado ao treino regular de resistência; os limites de quantidade previstos na regulamentação permanecem inalterados
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Boa notícia para quem tem mais de 55 anos e usa creatina como complemento à musculação. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma nova alegação para o ingrediente, permitindo que os suplementos comuniquem um benefício específico para a força muscular nessa faixa etária.

A nova regra permite que suplementos informem que o consumo diário do composto, associado ao treino regular de resistência, pode potencializar os efeitos desse treinamento sobre a força muscular em adultos com mais de 55 anos.

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Até então, a alegação autorizada pela agência era a de que a creatina auxilia no aumento do desempenho físico durante exercícios repetidos de curta duração e alta intensidade. Essa alegação continua válida e passa a ser acompanhada pela nova possibilidade de comunicação.

Para utilizar a nova alegação, os suplementos alimentares devem fornecer de 3 a 5 gramas de creatina na recomendação diária de consumo.

O limite máximo de 5 gramas foi estabelecido em 2025, enquanto o mínimo de 3 gramas já estava previsto na regulamentação. Esses limites não foram alterados pela nova instrução normativa da Anvisa.

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Força muscular, autonomia e qualidade de vida

O destaque dado à força muscular tem uma relação direta com os desafios do envelhecimento. Afinal, com o passar dos anos, é comum ocorrerem perdas de massa e força muscular. 

A sarcopenia, caracterizada pela redução da força associada à baixa quantidade ou qualidade dos músculos, pode comprometer a autonomia nas atividades do dia a dia.

É nesse contexto que Aline Goettert, nutricionista e diretora executiva da BRASNUTRI – Associação Brasileira de Suplementos Alimentares, situa a importância da nova alegação.

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"A creatina deixou de ser um suplemento associado apenas à performance esportiva. Quando falamos de pessoas acima dos 55 anos, preservar força muscular significa também preservar autonomia e qualidade de vida. A nova alegação da Anvisa reforça uma discussão que já vinha ganhando espaço na ciência", explica.

O que os estudos mostram sobre a segurança da creatina

Além dos possíveis benefícios para a força muscular, outro aspecto investigado pelos pesquisadores é a segurança do consumo de creatina. 

Uma análise publicada em 2025 examinou essa questão ao reunir dados de 685 ensaios clínicos, com mais de 26 mil participantes, dos quais cerca de 12,8 mil receberam o suplemento.

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Aproximadamente 95% dos estudos utilizaram creatina monohidratada. Ao comparar os grupos, os pesquisadores não encontraram diferença estatisticamente significativa na frequência geral de efeitos indesejados entre quem tomou creatina e quem recebeu placebo, uma substância sem o ingrediente usada como comparação.

Esse resultado contribui para a discussão sobre a segurança do suplemento nas condições estudadas.

Para além da creatina, vale lembrar a importância de manter os músculos em atividade. O treino de força ajuda a preservar a força muscular e a autonomia ao longo do envelhecimento.

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