Graças a todas as informações de que dispomos atualmente, sabemos que manter o corpo forte, ágil e capaz de responder às exigências do dia a dia é fundamental para o futuro.
O treinamento de força torna-se, portanto, uma prioridade em nossa vida e um grande aliado, especialmente a partir dos 40 anos, para ajudar a conter a perda de massa muscular e óssea que o organismo começa a apresentar com o passar do tempo.
No entanto, Felipe Isidro, professor de Educação Física, explica algo muito importante: não se trata apenas de levantar pesos, mas de realizar exercícios que tenham uma aplicação prática em nossa rotina.
“Os exercícios de força mais eficazes para combater a osteossarcopenia são aqueles que envolvem ações motoras básicas, como o impulso das pernas e os movimentos de empurrar e puxar com os braços”, afirma o especialista em uma entrevista ao La Vanguardia.
Para isso, é importante trabalhar os grandes grupos musculares por meio de movimentos que possam ser aplicados a situações cotidianas: empurrar, puxar, levantar-se, subir escadas, erguer um objeto…
Todas essas são capacidades que exigem força e estabilidade e que, com o passar dos anos, podem se tornar cada vez mais difíceis se não forem treinadas.
Além disso, o especialista garante que realizar esses tipos de exercícios tem ainda outros benefícios.
“Reduz o risco de quedas e fraturas e mantém o metabolismo ativo, algo essencial para a saúde como um todo, levando em consideração que, a partir dos 40 anos, a redução da massa muscular e óssea afeta a capacidade funcional. Tudo isso provoca cansaço, falta de força e energia e perda de autonomia, o que afeta negativamente a qualidade de vida e aumenta o risco de quedas e fraturas”.
A tudo isso, é claro, deve-se acrescentar uma alimentação saudável e rica em proteínas, já que, à medida que envelhecemos, o organismo passa a sintetizá-las com menos eficiência.
Por isso, “as pessoas mais velhas devem consumir proteínas de alta qualidade em quantidades adequadas e distribuí-las de maneira uniforme ao longo do dia para potencializar a recuperação e amenizar a perda de massa muscular”.
Supino: é um exercício de força que trabalha principalmente os músculos peitorais, os ombros e os tríceps por meio do movimento de empurrar uma carga para cima. É perfeito para ações como empurrar uma porta ou deslocar objetos à nossa frente.
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Desenvolvimento de ombros: trabalha principalmente os ombros, os tríceps e a parte superior do tronco, empurrando uma carga dos ombros para cima. É perfeito para levantar ou colocar objetos em prateleiras altas.
© Reprodução, prostooleh/Magnific
Remada: em qualquer uma de suas variações, trabalha as costas, os bíceps e os músculos que ajudam a manter uma postura estável, por meio de um movimento de puxar em direção ao tronco. É útil para ações como puxar uma porta ou movimentar algo pesado.
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Puxadas verticais: trabalham a musculatura das costas e dos braços e são perfeitas, por exemplo, para baixar persianas ou aproximar o corpo de objetos que estejam em locais altos.
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Agachamento: trabalha principalmente os quadríceps, os glúteos e o abdômen, reproduzindo um movimento semelhante ao de sentar-se e levantar-se. É perfeito para se levantar de uma cadeira, subir escadas ou se abaixar com mais segurança.
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Levantamento terra: é um dos exercícios mais funcionais. Trabalha principalmente os glúteos, os músculos posteriores das coxas e a musculatura das costas por meio do movimento de erguer uma carga a partir do chão. É perfeito para pegar objetos no chão ou carregar sacolas.
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