Silmara Barros, especialista em Herança, Patrimônio e Sucessão: 'Se os seus pais têm entre 60 e 80 anos, existe uma pasta que resolveria 80% dos problemas de sucessão'
Publicado em 6 de agosto de 2026 às 11:46
Por Guilherme Guidorizzi | Notícias da TV, novelas e famosos
Escreve sobre novelas e entrevista o elenco para trazer as novidades dos próximos capítulos. Produz conteúdos sobre famosos e TV.
Imagine a dor da perda aliada à urgência de resolver um inventário. E se uma simples organização pudesse evitar semanas de desencontros? Descubra como uma pasta pode ser peça-chave
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A perda da mãe ou do pai é um processo doloroso e ao mesmo tempo em que precisam lidar com a dor, os filhos têm a obrigação de abrir em 60 dias o inventário de quem partiu. Em alguns situações, os herdeiros acreditam que uma parte desse problema se resolve simplesmente permanecendo em um imóvel, o que não é a realidade.

Em outros casos, os filhos desconhecem em detalhes o patrimônio dos pais - por exemplo, onde eles têm contas, quais são as aplicações financeiras, e se há investimento em ações. Por isso, a especialista em Herança, Patrimônio e Sucessão dra. Silmara Barros recomenda que a família deixe de lado uma tradição brasileira e se reúna para falar do patrimônio.

"Se seus pais faltassem amanhã, você saberia onde exatamente está cada bem deles? Se você tem pais com idade acima dos 60 anos e nunca falaram sobre bens, herança, não é falha sua. É reflexo de uma cultura brasileira que evita conversar sobre patrimônio", explica.

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Herança, patrimônio e a pasta da tranquilidade

"É justamente isso (o desconhecimento do patrimônio) que gera semanas ou meses de família desnorteada quando os pais partem", prossegue a especialista. E para evitar dores de cabeça, a solução é criar a chamada pasta da tranquilidade

A advogada afirma que o melhor é tirar uma manhã de sábado para se reunir com os pais. "Não é papo pesado. É cuidado prático", resume a profissional.

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Sucessão sem problemas com abas na 'pasta da tranquilidade'

Na opinião de Silmara, o melhor é dividir a documentação em pelo menos oito abas. Na primeira, estarão localizados os RGS, CPF, passaportes e as certidões de nascimento e casamento. Aliás, no caso de morte de mãe ou pai, a certidão de casamento deve ser atualizada, constando a partir dali a anotação do óbito do cônjuge.

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Em uma segunda divisão devem constar os dados financeiros. Ou seja, listar em qual/quais os pais têm contas e seus respectivos números. Também é importante reunir informações sobre corretoras, financiamentos abertos e os cartões.

E na terceira aba deve se dedicar à lista de imóveis, trazendo dados referentes ao endereço e matrícula, além do comprovante do último IPTU pago. A eles se somam informações a respeito de veículos (importante juntar dados do IPVA) e empresas (com o contrato social atualizado).

Testamento pode ser substituído por 'pasta da tranquilidade'?

Depois, a aba de número quarto reúne o local onde está guardado o testamento, além das apólices de seguro e os extratos como VGBL e PGBL. Na divisão seguinte, os contados de um contador, médico da família, planejador financeiro e advogado.

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Na aba posterior, reunir informações sem as devidas senhas das contas importantes. A divisão seguinte deve trazer os dados médicos - desde plano de saúde a tipo sanguíneo, passando por alergias e as medicações de uso contínuo.

Por fim, os dados referentes aos desejos pós-morte devem constar na última aba. A especialista alerta para realizar uma atualização entre seis e 12 meses e que a pasta não substitui o testamento. Além disso, é recomendável ter uma visão digital criptografada, como forma de maior proteção.

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